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Coral Cidade dos Profetas lança CD com composições do período colonial
Coral Cidade dos Profetas lança CD com composições do período colonial

Fonte: Secom / Prefeitura de Congonhas

 

O público de Congonhas, Belo Horizonte e região terá a oportunidade de reviver um dos períodos mais marcantes da música sacra antiga, com o lançamento do CD "Mestres do Colonial Mineiro". O trabalho, gravado pelo Coral Cidade dos Profetas, composto por 35 artistas e regido pelo maestro José Herculano Amâncio, conta com relíquias escritas no século XVIII. Duas apresentações marcam a estreia do álbum: no dia 20 de abril (quinta, véspera de feriado, às 20h), em Congonhas (Igreja de São José Operário - Rua São José, 42 | Centro) e no dia 14 de maio (domingo, às 16h), em Belo Horizonte (Basílica Nossa Senhora de Lourdes - Rua da Bahia, 1.596 | Centro). Ambos os eventos são gratuitos.

 

O CD, composto por cinco gravações festivas, revela pérolas com poucos registros fonográficos, como é o caso do Stabat Mater escrito por J.J. E Lobo de Mesquita (1746-1805), organista, maestro, compositor e professor brasileiro, considerado um dos grandes expoentes, senão o maior, da chamada Escola de Minas e um dos principais nomes da música erudita brasileira de todo o período colonial.

O Stabat Mater foi usado principalmente com duas funções cerimoniais: na sequência da Missa na Festa das Sete Dores da Beatíssima Virgem Maria, em 15 de setembro (é este que compõe o álbum), e, a partir de 1727, na Missa de Sexta-Feira após o primeiro Domingo da Paixão (também referido como o Manto da Beatíssima Maria).

 

“A nossa música é riquíssima. Muitas das canções estão no inconsciente popular e outras preciosidades ficaram escondidas por décadas. Estamos fazendo gravação desse repertório com um coral experiente e de extrema qualidade. Foram quatro anos de ensaios dedicados a esse trabalho”, comenta o maestro.

 

No repertório do CD Mestres do Colonial Mineiro estão: Matinas de Natal - Compositor não identificado, Século XVIII, 30´00’’ de gravação; Ofertório de Nossa Senhora da Assunção - Compositor não identificado, Século XVIII; Stabat Mater - J.J.E Lobo de Mesquita 1746-1805, 5’40’’ de gravação; Maria Mater Gratiae - Marcos Coelho Neto 1740-1806, 3’30’’ de gravação; e Magnificat - Manoel Dias de Oliveira - 1735-1813 6´15’’ de gravação.

 

Uma curiosidade relevada pelo maestro tem a ver com a assinatura das composições. “Neste período, no Brasil, era muito comum não haver informação sobre a autoria. Isso porque o mais importante era participar do rito. A obra em si e sua execução eram mais importantes que o nome”, explica.

 

O Coral Cidade dos Profetas

 

Em 1978, um pequeno grupo de pessoas interessadas em aprender música fundou um Coral polifônico à capela, tendo como principal objetivo aliar arte musical à arte sacra colonial mineira. Como o Coral vem sendo regido pelo maestro José Herculano Amâncio com dedicação, competência e idealismo desde a sua fundação, alcançou um notável nível de excelência, participando no decorrer de sua existência, dos eventos mais significativos de Congonhas e região, como Semana Santa, Festivais de Inverno, Concertos Natalinos, Eventos Civis Comemorativos, bem como Festivais e Encontros de Corais Nacionais e Internacionais.

 

Ao se especializar na interpretação de música sacra antiga, notadamente a Colonial Mineira, se tornou um dos principais grupos em atividade a divulgar este inigualável patrimônio imaterial de Minas Gerais. Mantido pela Associação Cultural Canto Livre, entidade sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública pela Lei Municipal 2617/2006, e pela Lei Estadual 19510/2011, oferece gratuitamente, através da Associação, formação musical a pessoas em idades que variam dos 12 aos 80 anos, e é reconhecido como uma das mais belas manifestações culturais do interior de Minas.

 

Em seu currículo estão CDs, DVDs e vários concertos, como: “Concerto à Virgem Maria e ao Seu Divino Filho”, “Concertos em Homenagem ao Aleijadinho”, “Concertos da Paixão”, “Concertos Natalinos”, dentre outros. Gravou em outubro de 2012, o CD “Coral Cidade dos Profetas - Missa em Fá Maior, de Lobo de Mesquita”, o qual alcançou grande sucesso. Sua mais recente produção é o CD “Coral Cidade dos Profetas - Mestres do Colonial Mineiro”, gravado em novembro/dezembro de 2016, na cidade histórica de Congonhas, MG.

 

A música colonial mineira

 

A Música Colonial Mineira, elemento artístico e cultural da história do estado, se impõe desde as suas origens até a atualidade. Com seu apogeu na segunda metade do século XVIII, sua organização e profissionalização acontecem durante a formação das primeiras vilas e arraiais e no apogeu do Ciclo do Ouro.

 

A música religiosa dos tempos coloniais se fundamenta na riqueza dos textos litúrgicos, onde as frases, com seus sentidos específicos, são sugestivas, desafiadoras e despertam a inquietação, a imaginação e a criatividade do compositor, que sabe explorar os recursos musicais disponíveis para parafrasear os textos, com grande liberdade nas reexposições de temas e ideias musicais. Esbanja ornatos e contrastes, fazendo com que as peças se encham de beleza e harmonia. É escrita fundamentalmente em Latim, e caracteriza-se pela hipérbole, elipses intratextuais, alterações de solos, duos, coros, intervenções orquestrais, contrastes de vozes, explorações, de rondós, excessos de acidentes e adornos.

 

Apesar de inúmeros agentes se esforçarem na busca do resgate da Música Colonial Mineira, bem como na reconstituição de suas partituras, boa parte da produção de todo este manancial de beleza ainda permanece inédito das gerações atuais, em manuscritos guardados em bibliotecas públicas e coleções particulares ou circulando em cópias precárias de intérpretes. O que pôde ser salvo até agora representa apenas um reflexo de uma esplendorosa atividade criadora que alcançou, em diversas ocasiões, uma grande beleza.

 

Coral Cidade dos Profetas – Mestres do Colonial Mineiro - ficha técnica

 

Coordenação Geral: Sérgio Rodrigo Reis

 

Direção de Gravação e Regência do Coro: José Herculano Amâncio

 

Regência e Maestro da Orquestra: Elias Barros

 

Pesquisa Conceitual e Textos: Antônio Maria Reis

 

Técnico de Gravação e Mixagem: Mauro Chantal 

 

Projeto Gráfico: Fernanda Monte-Mor

 

Registro Fotográfico: Eliane Gouveia

 

Gravação: Engenho Estúdio

 

Sopranos:

 

Águida Gomes

 

Conceição Honorato

 

Carol Barbosa                                                     

 

Isabel Nascimento

 

Jaquelina de Paula                                               

 

Maria Antônia de Paula                                  

 

Maria da Conceição Santos                             

 

Marianny Queiroz                                                 

 

Vanessa Nóbrega

 

Contraltos:

 

Elma Ferreira                    

 

Gecy de Souza        

 

Margarida de Castro

 

Dalva Castro

 

Maria de Lourdes Amâncio

 

Maria de Lourdes Soares

 

Maria Madalena Reis

 

Maria Zélia Senra

 

Tânia Castro Coelho

 

Tenores:

 

André Zebral                                            

 

Antônio Maria Reis

 

Edson Campos

 

Glêison Gomes

 

Matheus Lopes                                            

 

Silvério Silva                                                               

 

Baixos

 

Augusto dos Santos

 

Bruno Amâncio                                                       

 

Geraldo Napoleão

 

Juliano Costa

 

Márcio Cypriano

 

Márcio Luiz de Souza

 

Paulo Marques                                                     

 

Ronaldo de Lourdes

 

Solistas:

 

Carmem Célia Gomes (soprano)

 

Luciana Monteiro (contralto)

 

Tamires Souza (contralto)

 

Petrônio Duarte Teixeira (tenor)

 

Adriano Maia (baixo)                           

 

Orquestra:

 

Élcio Antônio gomes

 

Elias Barros

 

Fernanda Boaventura

 

Gabriel Faustino

 

Heitor Amâncio

 

Hozana Barros

 

Lucas Barros

 

Olívia Maia

 

Verônica Nóbrega

 

Willian Barro

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