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..Notícias - Agosto/08

19/08 - Lucro da CSN tem alta de 4,8% e atinge R$ 1,8 bilhão no semestre

Somente entre abril e junho, lucro passou de R$ 1 bilhão.
Segundo empresa, resultado reflete bom momento da economia.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) divulgou lucro líquido de R$ 1,798 bilhão no primeiro semestre, com crescimento de 4,84% em comparação com igual período do ano passado, segundo resultados divulgados nesta quinta-feira (14) depois do fechamento do mercado financeiro.

No segundo trimestre, o lucro líquido cresceu 8,3%, para R$ 1,031 bilhão. Entre abril e junho do ano passado, o resultado da empresa havia sido positivo em R$ 952 milhões.

Segundo nota divulgada pela CSN, a companhia contou teve efeitos positivos não recorrentes no primeiro semestre de 2007: R$ 255 milhões pela participação da companhia no leilão da siderúrgica Corus e a reversão de uma provisão de R$ 328 milhões de PIS/Cofins.

Sem esses efeitos, o crescimento do lucro do primeiro semestre de 2008 sobre 2007 seria de 59%, informa o comunicado da companhia.

Tendências

Na avaliação da empresa, a economia brasileira apresentou resultado favorável no segundo trimestre, apesar da pressão inflacionária. Entre os setores em expansão que colaboram para um bom desempenho da CSN está o automotivo, que tem batido recordes de vendas no Brasil.

"Os números apresentados no fechamento do primeiro semestre de 2008 em relação às vendas domésticas de produtos siderúrgicos refletem o bom momento da economia brasileira", informa a empresa.

19/08 - Mercado aponta dólar a R$ 1,639, queda de 0,06% nos últimos negócios

O dólar comercial foi cotado a R$ 1,639 na venda, em leve baixa de 0,06%, nos últimos negócios desta segunda-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 1,750, estável sobre a taxa anterior.

O preço da moeda americana teve um declínio bastante modesto, após subir por quase nove dias consecutivos. Logo pela manhã, as taxas eram negociadas com um desconto bem maior, quando as Bolsas de Valores começaram a piorar, com uma nova bateria de más notícias do setor financeiro americano.

Profissionais de mercado relataram que já se tornou praticamente predominante no mercado uma reversão das apostas dos principais agentes financeiros, que agora passam a contar com uma desvalorização do real. A taxa de R$ 1,65 começa a circular nas mesas de câmbio como o próximo "alvo", com projeções de R$ 1,70 para o final deste ano.

"O mercado inteiro já trabalha com o cenário de uma correção do dólar", nota Marcos Trabold, gerente de câmbio da corretora B&T. Ele chama a atenção para uma mudança de comportamento dos principais participantes do mercado de câmbio doméstico, como agentes esperando o dólar subir ainda mais para fechar contratos.

O Ministério do Desenvolvimento informou nesta segunda que a balança comercial teve superávit de US$ 1,666 bilhão, com média diária US$ 333,2 milhões, na terceira semana do mês. Trata-se do melhor resultado deste ano. No acumulado de 2008, o saldo comercial atinge US$ 16,772 bilhões, com uma média diária de US$ 106,8 milhões, valor 33,6% menor que o registrado no mesmo período de 2007.

Fonte: Estaminas

18/08 - Festival de gastronomia movimenta Tiradentes

Poucas vezes se viu em Tiradentes um festival de gastronomia tão vibrante quanto o deste ano. A 11ª edição está se revelando uma verdadeira festa para os amantes da boa mesa, com uma gama variada de eventos – muitos deles gratuitos – sendo realizados principalmente nos largos das Forras e da Rodoviária. O público movimenta a bela cidade histórica mineira durante o dia inteiro, lotando bares, restaurantes e pontos turísticos, sem deixar de conferir a programação do festival, que começa pela manhã, com cursos e degustações, e termina no início da madrugada, com os festins, jantares sofisticados comandados por chefs de prestígio internacional. Sem falar nos shows e botequins oficiais, que garantem animação madrugada afora.

Com os festins já esgotados, a procura por cursos ministrados pelos chefs convidados especialmente para o festival é constante. Afinal, quem não pode ir aos jantares, que custam R$ 220 por pessoa, ou não conseguiu comprar ingressos a tempo (os da semana que vem também já estão esgotados), tem a chance de conferir cara a cara o trabalho de grandes cozinheiros internacionais por R$ 35. Esse é o caso da cirurgiã-dentista Daniela Regina de Azevedo, de 35 anos, e do marido, o contador Guilherme Antonini, de 37, que vieram de Belo Horizonte na quinta-feira. Quando decidiram participar do festim da chef Roberta Sudbrack, já era tarde. Por isso, ainda na sexta marcaram presença no estande de venda de ingressos, no Largo das Forras, para garantir lugar na aula da chef, ontem à tarde.

“Há cinco anos a gente vem sempre ao festival, além de visitar a cidade fora de temporada. Somos fregueses da mesma pousada todo ano. A dona de lá só nos liga para confirmar”, conta ela. Por acaso, o marido participará de um congresso em Gramado (RS) no fim deste mês, coincidindo com o início da última etapa do 1º Circuito Brasileiro de Cultura e Gastronomia por lá – Tiradentes, Paraty, Arraial d’Ajuda e Trancoso são as demais cidades que integram o circuito, cada uma com seu próprio festival de gastronomia. O casal, que volta hoje para BH, já se prepara para curtir a programação no Sul. “Serão duas semanas de comilança”, brinca Daniela.

O feriado municipal que homenageia Nossa Senhora da Boa Viagem, padroeira de Belo Horizonte, na sexta-feira, contribuiu para antecipar a chegada de turistas a Tiradentes. Tanto que já na tarde de sexta o Largo das Forras estava lotado e o bar oficial não tinha mesas vazias. O mesmo se verificou nos bares e restaurantes próximos. A funcionária pública Izabela Andrade, de 29, e o pai, o médico Oswaldo Martins, de 66, chegaram na sexta com amigos e ainda conseguiram aproveitar o fim de tarde no local. “O ambiente aqui parece sempre em festa”, diz ele. O clima de descontração se prolongou até pelo menos o meio da madrugada, tanto no Largo das Forras, quanto no da Rodoviária.

18/08 - Caixa Econômica amplia financiamentos habitacionais em 43% no ano


A Caixa Econômica Federal (CEF) investiu até a última quarta-feira R$ 12,191 bilhões em financiamentos da casa própria para 259.239 novos mutuários do Sistema Financeiro Habitacional (SFH) em todo o país, conforme revelou o vice-presidente de Desenvolvimento Urbano da Caixa, Jorge Hereda.

Segundo ele, as operações de crédito para a compra de imóveis residenciais cresceram 43% neste ano, em relação ao mesmo período de 2007. Isso sinaliza, no seu entender, que a meta da Caixa, de financiar R$ 20,4 bilhões em novas moradias neste ano, “será facilmente superada”, considerando-se que o volume de operações tem sido tradicionalmente superior no segundo semestre.

Dos financiamentos contratados até agora R$ 6,777 bilhões foram com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), utilizados na compra de 157.863 moradias. O segundo maior fornecedor de recursos para a aquisição da casa própria, de acordo com dados da Caixa, foi o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que entrou com R$ 5,018 bilhões na compra de 90.736 novas unidades habitacionais.

A Caixa também concedeu R$ 240,3 milhões de recursos próprios no financiamento de 4.434 imóveis através do consórcio imobiliário. Agente financeiro que implementa as políticas públicas de governo, a Caixa intermediou mais R$ 154,4 milhões de programas sociais para famílias de baixa renda, com juros subsidiados e facilidades de pagamento em condições mais vantajosas que nos financiamentos com dinheiro do FGTS ou da poupança.

Foram R$ 60 milhões do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), do Ministério das Cidades, na compra de 3.402 casas; R$ 92 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) no financiamento de 2.768 moradias; e R$ 2,4 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) na aquisição de 36 unidades habitacionais.

Fonte: Estaminas

14/08 - Ouro Preto limita tráfego de ônibus no centro histórico

Mudança radical no trânsito do Centro Histórico de Ouro Preto, a 95 quilômetros de Belo Horizonte. Desde terça-feira, está proibida a circulação de ônibus na Praça Tiradentes e adjacências, sendo permitido apenas microônibus ou vans para o transporte de passageiros. As empresas que não cumprirem a determinação da prefeitura estão sujeitas a multa de R$ 272 a cada infração e podem ter o contrato rescindido. Segundo o coordenador da Secretaria de Governo, advogado Marco Antônio Nicolato, até a tarde dessa quarta-feira foram registradas pelos fiscais do departamento de trânsito (Ourotran) mais de 20 ocorrências referentes a descumprimento do decreto municipal.

Em 11 de junho, a Justiça deu prazo de 60 dias para que o município fizesse as alterações no Centro Histórico, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. Uma semana antes, o promotor da comarca, Ronaldo Crawford, havia entrado com pedido de cumprimento de sentença, pois, em 2001, houve a determinação judicial proibindo o trânsito pesado na área central. “Como a prefeitura não conseguiu o efeito suspensivo da decisão no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), está fazendo o que deve para se livrar da multa. Vamos aguardar a condução do processo e esperamos que o recurso seja julgado improcedente, para garantir a preservação permanente do patrimônio de Ouro Preto e a segurança dos moradores”, afirmou Crawford.

Pelo decreto, só podem circular no Centro Histórico os seguintes tipos de veículos de transporte coletivo: microônibus com capacidade máxima de 40 passageiros, peso bruto total de 8 toneladas, 8,26 metros de comprimento, 2,35 metros de largura e 2,85 metros de altura ou vans com capacidade máxima de 16 passageiros. Nicolato explicou que a orientação é priorizar o transporte via microônibus, uma vez que vans provocariam uma série de problemas na área central, inclusive superlotação, por causa da sua menor capacidade.

A solução mais indicada para a questão do transporte coletivo na cidade, disse o advogado, está na licitação do transporte público. Ele disse que a prefeitura entrou com o recurso no TJMG, por entender que o prazo de 60 dias não era razoável para implantar um novo sistema de transporte. Conforme nota oficial divulgada na tarde de ontem pela prefeitura, “há anos a administração pública vem tentando fazer a concorrência, embora todas as tentativas tenham sido suspensas por determinação judicial”. No município, das sete empresas de transporte – que trabalham com contratos precários de permissão – duas têm linhas passando no Centro Histórico. O Estado de Minas tentou contato com um representante dos grupos, mas não obteve sucesso. Além da multa, a empresa que não cumprir o decreto pode ter a permissão precária rescindida.

Caminhões

Desde o início de junho, a Prefeitura de Ouro Preto cumpre as determinações do termo de ajustamento de conduta firmado em abril entre o Ministério Público Estadual, via Coordenadoria das Promotorias de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, e o Executivo. Na época, transporte coletivo ficou de fora, já que a municipalidade pretendia resolver a questão mediante processo de licitação. Pelo TAC, ficou proibida a circulação de veículos de passageiros, de carga ou de uso misto que extrapolem 8 metros de comprimento; 3,5metros de altura, 2,6 metros de largura e peso bruto total superior a 7 toneladas –um exemplo são os caminhões de gás. Outro trecho do acordo determinou o horário para serviços de carga e descarga na região. A decisão de proibir o trânsito está em sintonia com a série de medidas sugeridas, há cinco anos, pela Unesco.

Fonte: EStaminas

14/08 - Maior consumo de álcool derruba preços da gasolina

O crescimento de 52,9% do consumo de álcool no primeiro semestre deste ano foi decisivo para que o preço médio da gasolina vendida nos postos caísse 5,7% no período, na comparação com igual período em 2007. A conclusão é do superintendente de abastecimento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Édson Silva, que avaliou ainda que a tendência para o restante do ano é que essa condição seja sustentada, à medida que o consumo de álcool continua subindo.

Os dados fazem parte do balanço do mercado de combustíveis no primeiro semestre, feito nesta quarta-feira pela agência. Ao todo, o mercado registrou crescimento de 9,7% em relação ao período de janeiro a junho de 2007, totalizando 51 bilhões de litros. O diesel continua liderando a matriz veicular, com 51,2% de participação.

O consumo do chamado álcool puro (álcool hidratado) chegou a 6 bilhões de litros. O volume está abaixo do consumo da gasolina vendida nos postos, que tem 25% de álcool anidro em sua composição e que totalizou 12 bilhões de litros. Se o álcool anidro for somado ao hidratado, o consumo de álcool iguala-se ao da gasolina (ambos em 9 bilhões de litros).

O álcool hidratado teve aumento de 52,9% no consumo, e a gasolina esteve em caminho inverso, com queda de 1,6%, na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. O maior crescimento no consumo de álcool é explicado pelo menor preço em relação à gasolina e pela vendas em ascensão dos carros flex fuel. Além disso, o litro do álcool teve redução média de 12,1% no preço do litro, cotado em R$ 1,50 médios, nos postos.

Silva ressaltou que o principal efeito disso ocorreu no preço da gasolina, que caiu para o consumidor, com média de R$ 2,54 nos postos, ante R$ 2,69 no primeiro semestre de 2007.

"O preços está tendo impacto direto no consumo. O maior consumo de álcool está segurando o preço da gasolina, e creio que essa situação poderá se sustentar", afirmou Silva, que prevê que a Petrobras terá que exportar maiores volumes de gasolina, que continua perdendo espaço no mercado. Ele admitiu ainda que os 25% de álcool anidro teve pequeno efeito na queda do preço da gasolina.

Por outro lado, o GNV (gás natural veicular), que vinha apresentando ao longo dos últimos anos trajetória ascendente no consumo, registrou queda de 1,3% nas vendas. Silva atribuiu, entre outros motivos, à elevação de 9,5% no preço médio do metro cúbico do combustível. De janeiro de 2007 a junho deste ano, o GNV acumula alta de 23%.

O consumo de óleo diesel teve expansão de 9,8%, de janeiro a junho. No mesmo período, o litro desse combustível caiu, em média, 1% nas bombas dos postos, com preço médio de R$ 1,96. Édson Silva disse que esse crescimento ocorreu em função da expansão da economia, e do maior acionamento de usinas termelétricas que operam com o combustível, no período.

Fonte: Estaminas

13/08 - Plenário aprova regras para administradoras de cartão de crédito

O Plenário da Assembléia Legislativa de Minas Gerais aprovou, na noite desta terça-feira (12/8/08), oito proposições. Entre elas, em 2º turno, o Projeto de Lei (PL) 1.233/07, do deputado Jayro Lessa (DEM), que obriga as administradoras de cartões de crédito a incluírem informações, de forma destacada, nas correspondências promocionais e de cobrança enviadas a seus clientes e em suas páginas na internet. As informações são as seguintes: razão social da empresa administradora do cartão, endereço completo da sede ou filial em Minas, número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e o telefone de atendimento ao consumidor.

A proposição foi aprovada pelo Plenário sem novas alterações, ou seja, na forma do vencido no 1º turno. Ela segue agora para a Comissão de Redação para receber parecer de redação final - a ser também votado pelo Plenário. Somente depois disso será enviada à sanção do governador. O PL 1.233/07 determina ainda que o descumprimento de suas disposições poderá acarretar penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor.

Fonte: almg

13/08 - Crise de alimentos agravará pobreza de 26 milhões na América Latina

Mais de 26 milhões de pessoas podem cair na extrema pobreza na América Latina caso não sejam tomadas medidas para atenuar os altos preços dos alimentos. O alerta foi feito hoje pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A extrema pobreza é definida como a sobrevivência com menos de US$ 1 por dia.

Segundo um estudo da entidade, que analisou o impacto da crise em 19 países, as famílias de baixa renda podem chegar à extrema pobreza caso os altos preços de produtos agrícolas como o trigo, o arroz e a soja permaneçam altos, e os países não consigam aumentar sua produção. O BID também advertiu os países da América Latina e do Caribe que devem fortalecer seus programas sociais para aliviar o impacto destes altos preços entre os 71 milhões de pobres que há na região.

Caso não façam isto a situação pode piorar em países como o Chile, onde a pobreza poderia aumentar do 12,3% do total da população para 17,2%, ou o México, onde poderia aumentar de 20,6% para 27,5%.

Segundo o BID, as famílias pobres gastam a maior parte de sua renda em alimentos e não têm recursos suficientes para enfrentarem o custo crescente dos artigos de primeira necessidade.

Por isto adverte que se outras opções não estiverem disponíveis o aumento dos preços pode obrigar as famílias a reduzirem a ingestão de alimentos.

"Os avanços recentes em nutrição e educação podem se tornar um perigo se os preços dos alimentos permanecerem altos", declarou Suzanne Duryea, diretora do estudo.

O preço mundial dos alimentos na região aumentou em média 68% entre janeiro de 2006 e março deste ano. O aumento foi especialmente agudo em alguns produtos básicos como o milho e o trigo, cujos preços duplicaram, informa o BID.

Para enfrentar a crise, os governos estão tomando medidas que incluem o controle de preços, subsídios, restrições às exportações e distribuição de alimentos.

Entretanto, segundo Duryea, essas políticas foram pouco efetivas em outras oportunidades, pois beneficiam as famílias que não necessitam delas e limitam os incentivos para aumentar o fornecimento de alimentos.

A melhor política, segundo o BID, seria aumentar a transferência de dinheiro aos pobres para permitir que as famílias ajustem sua dieta aos preços relativos e não limitar a renda daqueles que fornecem alimentos aos mais necessitados.

Além disso, "a longo prazo estas transferências oferecem os incentivos corretos aos produtores de alimentos para aumentarem sua produção", declarou.

Segundo os cálculos da instituição, para cumprir este objetivo, o país que maior esforço teria que fazer seria Haiti, que necessitaria transferir para os pobres 12% de seu PIB (Produto Interno Bruto) para que possam manter os mesmos níveis de consumo anteriores à crise. O Peru necessitaria transferir 4,4% de seu PIB e a Nicarágua 3,7%. O restante dos países teria que destinar um valor próximo de 2% do PIB.

Fonte: Estaminas

12/08 - Petrobras tem lucro recorde de R$ 8,8 bi no 2º trimestre

A Petrobras apresentou lucro líquido de R$ 8,783 bilhões no segundo trimestre de 2008, o maior da história da empresa. A cifra representa uma alta de 29% em relação ao mesmo período de 2007 e ultrapassa o resultado de R$ 8,141 bilhões obtido no quarto trimestre de 2005, recorde da companhia até então. No primeiro semestre deste ano, a estatal obteve lucro líquido de R$ 15,708 bilhões, 44% superior ao apurado no mesmo intervalo de 2007.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações, na sigla em inglês) da Petrobras no segundo trimestre de 2008 atingiu R$ 18,131 bilhões o equivalente a uma alta de 27% ante igual período de 2007. A margem Ebitda, uma medida de rentabilidade, se manteve estável na mesma base de comparação. No semestre, o Ebitda somou R$ 32,0 bilhões, um aumento de 26%.

Já a receita líquida da Petrobras atingiu R$ 54,569 bilhões no trimestre, com um avanço de 30,56% ante o mesmo trimestre de 2007. Nos seis primeiros meses do ano, a estatal obteve receita de R$ 101,461 bilhões, um incremento de 25,74%.

Fonte: Estaminas

11/08 - Lafaiete sobe no ranking das cidades de Minas

Lafaiete subiu no ranking das melhores cidades de Minas e da região. Pesquisa da Firjan (Federação das Indústrias do Estado Rio de Janeiro), mostra que o município teve uma grande evolução nos índices de desenvolvimento municipal, que leva em conta 3 variáveis como emprego/renda, educação e saúde. Em 2000, a cidade ocupava o 73º lugar em Minas e em 2005 apareceu em 34º, um avanço de 17%, um dos maiores da região.

O maior avanço foi registrado em Congonhas com uma evolução de 25% que saltou do 167º para 29ª cidade em Minas e a frente de Lafaiete.

Já Ouro Branco caiu posições, mas é a mais evoluída da região. Em 2000, a cidade estava em 3º lugar e em 2005 foi para o 18º, registrando uma queda de 3,4%.

Cidades

No Alto Paraopeba foi registrado um avanço considerável pela pesquisa da Firjan.  Catas Altas da Noruega e Itaverava subiram no ranking. Já Lamim, Capela Nova, Rio Espera e Queluzito caíram na pesquisa. Desterro de Entre Rios caiu da posição de 52 para 635, uma queda de mais de 18%, a maior entre as cidades da região.

Pesquisa

Os novos prefeitos eleitos vão começar o seu mandato, em 2009, tendo às mãos indicadores de qualidade de vida da população dos municípios que assumem. Ainda como candidatos, todos já podem contar com uma ferramenta de gestão pública que lhes permite planejar com mais eficácia a administração municipal. É um trabalho de fôlego, desenvolvido pelo corpo técnico do Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), com consulta a especialistas externos.

Foram mapeados indicadores para todos os 5.564 municípios brasileiros, que retratam as três principais áreas desenvolvimento humano: emprego e renda, educação e saúde.

As fontes de dados do IFDM são oficiais e sua metodologia permite a comparação quantitativa serial e temporal dos municípios analisados, possibilitando inclusive a agregação por estados.O IFDM varia numa escala de 0 (pior) a 1 (melhor) para classificar o desenvolvimento humano do país, dos estados e dos municípios. Os critérios de análise estabelecem quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento municipal.


Minas Gerais

A maioria dos 853 municípios mineiros teve melhoria real das condições de vida, ou seja, 86,2% deles estão em situação melhor que a encontrada em 2000. Mas 117 tiveram queda no índice entre 2000 e 2005, e a maioria deles ficou na classificação regular.

Fonte: Fato Real - Jornal Correio da Cidade

11/08 - Minas convoca população para eliminar a rubéola

Eliminar a rubéola nas Américas até 2010 é a meta da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que os responsáveis pela saúde em Minas Gerais tentam acompanhar. Ontem, foi iniciada a vacinação no estado. Até o dia 12 de setembro, todos os mineiros de 12 e 39 anos precisam tomar a vacina nos postos de saúde e pontos autorizados. Belo Horizonte teve um surto de rubéola em 2006, quando 256 casos foram confirmados. No ano passado, foram 12 ocorrências, duas do tipo síndrome da rubéola congênita, quando o bebê nasce com má formação. O perigo maior da rubéola é que muitas vezes não aparecem sintomas nos pais, mas a doença é repassada à criança, podendo causar surdez, cegueira ou problemas cardíacos. Até às 17h, foram vacinados em BH 53 mil pessoas e em todo o estado, 1,5 milhão de pessoas, com cobertura de 16,11% da população-alvo.

A novidade nesta etapa de vacinação é a extensão da imunização aos homens. “Eles são os grandes transmissores e levam à mulher a ter o vírus e passá-lo ao filho”, explica o secretário municipal de Saúde, Helvécio Magalhães. O gesseiro Nilson Resende de Oliveira, de 30 anos, se assustou com as informações sobre a doença e foi ontem à Subsecretaria de Vigilância em Saúde para se vacinar. “Não lembro se já tomei esta vacina e nem sabia que deveria tomar, mas sou cuidadoso com essas coisas e ainda não tenho filho, mas posso ter um.”

A representante da Opas, Ana Morice explica que Minas e outros quatro estados precisarão imunizar a população a partir de 12 anos, mas no restante a idade é 20 a 39 anos. “É porque há necessidade de elevar a proteção em determinadas faixas etárias, dependendo dos casos confirmados em cada região”. Mesmo quem já tomou a vacina nos anos anteriores deve repetir a dose para considerar-se protegido. Segundo Ana, depois de iniciadas as campanhas de vacinação em adultos, na década de 1990, o número de crianças nas Américas com a síndrome de rubéola caiu de 20 mil por ano (média de 1998) para menos de 100/ano hoje.

Campanha da poliomielite

Ontem também foi realizada a segunda etapa de vacinação em massa contra a poliomielite, popularmente conhecida como paralisia infantil. Ela é destinada a crianças com menos de 5 anos. Apesar de o estado ter média alta de adesão à vacina, 94,9% na última campanha, Belo Horizonte tem problemas para convencer os pais a vacinar as crianças. Na primeira etapa, em junho, só apareceram 84% das crianças que deveriam ser imunizadas. Na etapa anterior, foram 70%. A baixa procura levou as secretarias municipais e estadual a criar atrativos. Balinhas, apresentação de malabaristas, brincadeiras e fotos com a conhecida figura do Zé Gotinha estão entre as estratégias. Foram vacinados em BH, até as 17h, 24 mil crianças e, em Minas, o número chegou a 576 mil, com cobertura de 38%.

Neste ano, locais pouco convencionais foram transformados em pontos de vacinação, como estações do metrô, rodoviária e parque municipal. Só em Belo Horizonte, a campanha deve atingir 166 mil crianças. “A capital é nossa grande preocupação, mas não descuidamos do interior. Os municípios são convocados a ajudarem e montar estruturas alegres”, explica a coordenadora de imunização estadual, Tânia Arruda Brant.

O Brasil é considerado país livre da poliomielite desde 1994, mas deve continuar a vacinação. Vanessa dos Santos Matheus sabe disto e levou o filho Bernardo Augusto, de 4 anos, para vacinar ontem. “Ele toma todas as que uma criança com esta idade deve tomar. Não dá para entender uma mãe que não leva o filho para vacinar.” Outra mãe, Maria Flávia Bracarense concorda. “É para garantir a saúde dos filhos e a gente tem obrigação de trazer porque eles não conseguem vir sozinhos e nem sabem ainda o quanto essa gotinha é importante”, disse acompanhada pelos gêmeos Igor e Wladmir, de 3 anos.

Fonte: Estaminas

11/08 - Produtos nobres para aços do Alto Paraopeba

O governador Aécio Neves (PSDB) não faz, em número de vezes, a mesma ponte-aérea transcontinental que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na busca de recursos externos. Mas mantém boa dianteira em relação a todos os colegas governadores. As missões do governador, claro, além do aspecto administrativo (técnico), têm a visibilidade pessoal (política) para 2010.
Mesmo que os adversários não admitam, é verdade que o governador tem participação pessoal em alguns dos bons “protocolos de intenções” e investimentos que de fato chegam. A conta líquida, porém, fica bem abaixo do somatório dos valores lidos nas cerimônias no Palácio Liberdade. Em 15 de março de 2007, ao anunciar a criação do Grupo Estratégico de Fomento (GEF), que seria coordenado pelo atual presidente do Conselho da Usiminas, Wilson Nélio Brumer - que deixava, no dia seguinte, a Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico -, Aécio Neves cobriu Minas com muitos bilhões: “(...) Ele criou uma sinergia absolutamente fundamental para que Minas possa estar comemorando hoje a atração de investimentos que ultrapassam R$ 100 bilhões (...)”.
Minas ficou bem na fita do “Show dos bilhões”, apresentado na edição especial de “Veja”, mês passado.
Das idas e vindas do governador, o Estado selou mais um pólo de siderurgia, no entorno de Congonhas, no Alto Paraopeba, onde é forte na extração de minério de ferro. “Mas há um esforço para ir além”, confidenciou um técnico graduado da área de estratégia de projetos do Governo de Minas. E deixou escapar mais: “Há um forte esforço por um condomínio (regional) de autopeças”.
Entre as novas siderúrgicas para o anel de Congonhas, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) chega com uma usina para 3 milhões t/ano, que poderá ser tocada pela controlada Nacional Siderurgia S/A (99,99% da CSN). Na vizinha Jeceaba, a franco-alemã Vallourec & Mannesmann e a japonesa Sumitomo Metals terão a Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB), para 1 milhão t/ano de tubos sem costura. Na outra divisa de Congonhas, em Ouro Branco, a Gerdau Açominas acaba de anunciar investimentos para chegar nas 5 milhões t/ano de placas e perfis (e também não planos). A Gerdau, porém, tem pressa para chegar logo nas 8 milhões t/ano - o site daquela planta foi dimensionado (em 1976) para 10 milhões t/ano. “É a pressão, do mercado, por produtos”, comentou a mesma fonte do Governo.

Além de autopeças
De posse de uma lista de potenciais investidores, o Governo de Minas já desenha o anúncio da segunda fase de sua campanha desenvolvimentista, o ½Avança Minas”. O Alto Paraopeba dentro, como opção para um novo corredor metalúrgico de acabados como autopeças e material ferroviário. A inclusão das autopeças, porém, exigiria um carro-chefe: a atração de uma montadora automotiva. É uma operação que conflita com a possibilidade de nova rodada de entendimentos com a Mercedes Benz, de Juiz de Fora, cuja planta, inaugurada em 1998, é ainda elefante branco em termos de retorno, se comparado com o complexo da Fiat Automóveis.

Ferrovias
O potencial do Alto Paraopeba, para ser um site econômico mais nobre, é sustentado por uma logística diferenciada: cortado pela BR-040 (ligação Belo Horizonte-Rio) e próximo à ligação com a BR-116 (para São Paulo e Vitória) e três ferrovias (EFVM e FCA, da Cia. Vale do Rio Doce; e, MRS, da Vale e CSN), ligando os portos de Vitória, Rio, sul-fluminenses e de Santos.

Gás
Outro diferencial é o gasoduto que abastece as Zonas da Mata e Central de Minas com o gás natural extraído na Bacia de Santos. Em São Brás do Suaçui, por sinal, está a estação de bombeamento e a bifurcação da rede que segue rota para o Vale do Aço.

Aeroporto
A região de Congonhas fica, porém, devendo uma conexão aérea. A solução seria a ampliação do Aeroporto das Bandeirinhas, de Conselheiro Lafaiete, de apenas 900 metros de pista.

Máquinas
Na década de 1970, o município teve uma unidade da francesa Poclain (Poclain do Brasil), de máquinas rodoviárias de terraplenagem e pavimentação. No segmento de material de carga, a cidade teve uma divisão de vagões de cargas da antiga Santa Matilde (que fabricava automóvel esportivo, em Três Rios (RJ), o Puma ST).

otimismo
Na pasta do governador, uma agenda técnica bem-sucedida no exterior funciona como grua para a sua pauta política no país. Quem está próximo do entra-e-sai de alfândegas de Aécio Neves acredita que a bagagem de retorno da próxima viagem poderá exibir até a etiqueta de uma nova fábrica automotiva. ½Não necessariamente para o pólo de Congonhas. Mas, por que não, lá”, disse.

Negativa
O Governo de Minas, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, até sexta-feira, negava qualquer ação para avançar com o pólo minero-siderúrgico no Alto Paraopeba, ou seja, além da extração de minério e laminados de aço.

Codepa
Os municípios de Congonhas, Ouro Branco, Entre Rios, Jeceaba, Belo Vale e Conselheiro Lafaiete são ligados pelo Consórcio Alto Paraopeba (Codepa), onde avaliam políticas regionais. O atual presidente do Codepa é o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido. O secretário de Planejamento de Conselheiro Lafaiete, Eucarístico Ozório, disse que a questão do pólo ½não chegou a deslanchar (no Codepa), porque o Governo de Minas é mais influente (decisivo) e discute, às vezes, diretamente com os interessados (empresários)”.

Fonte: Hoje em Dia - Nairo Alméri

08/08 - Projeto quer trazer crianças de volta para famílias em Minas

Crianças e adolescentes de 45 abrigos de Belo Horizonte, Contagem, Santa Luzia, Nova Lima, Sabará, Ribeirão das Neves (região metropolitana da capital), de Montes Claros (Norte de Minas) e de Teófilo Otoni (Vale do Mucuri) terão a oportunidade de retornar ao convívio familiar. Isso graças ao projeto “De Volta Para a Casa”, lançado, nesta quinta-feira (7), pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).

A prioridade do “De Volta para Casa” é trabalhar junto às famílias de crianças abrigadas e desenvolver ações para que elas retornem ao lar e tenham condições de viver em um ambiente saudável e familiar. As ações em abrigos e casas lares serão realizadas por equipes formadas por psicólogos, assistentes sociais e técnicos locais. O projeto vai monitorar, de forma individual, cada situação e o processo judicial, quando for o caso. A equipe irá realizar visitas domiciliares, estudos de casos e outras ações em conjunto com as equipes dos abrigos. Em todos os casos, o acompanhamento psicológico estará presente.

O projeto, que tem a parceira da Petrobras e da Associação Casa Novella, terá duração de um ano e atenderá 340 famílias, beneficiando cerca de 400 crianças. O investimento inicial é de R$ 250 mil. O secretário-adjunto de Estado de Desenvolvimento Social, Juliano Fisicaro, revelou durante entrevista coletiva, que o projeto deve ser ampliado em 2009, quando a Sedese terá os dados da pesquisa de abrigos realizada pela Fundação João Pinheiro (FJP), e que vai mostrar a situação de todos os abrigos de Minas Gerais. A pesquisa já está em andamento e o trabalho de campo deve começar na próxima semana.

“Por se tratar de um projeto piloto, vamos verificar as ações que de fato terão sucesso e as possíveis correções. Com base nisso, o “De Volta Para Casa” deve ser ampliado em 2009, a partir do momento em que já estaremos com a proposta orçamentária e o diagnóstico dos abrigos. Assim, vamos poder planejar melhor nossas ações para a ampliação do programa, já que saberemos o número real de abrigos e a situação das crianças abrigadas”, disse.

Casa Novella

A Associação Casa Novella ficará responsável pela execução do projeto. Sediada em Belo Horizonte, a instituição desenvolve ações destacadas no acompanhamento de famílias de risco, tendo alcançado resultados significativos de reinserção familiar – 86% de suas crianças abrigadas voltam para casa.

O coordenador da Casa Novella, Edson Bahia Cabral, explicou que o trabalho de reinserção familiar não termina quando a criança volta para a casa. Após o retorno, o acompanhamento familiar continua por, no mínimo, seis meses. “A proposta é criar um relacionamento entre a família e os profissionais, a fim de verificar as dificuldades que essas famílias apresentam, para que, a partir daí, possamos buscar respostas para o problema e o fortalecimento da rede familiar”.

A RMBH foi escolhida como área de atuação por ser a região com maior concentração de abrigos e casas lares. As outras duas áreas, Montes Claros (Norte de Minas) e Teófilo Otoni (Vale do Mucuri), por estarem em regiões de concentração de pobreza.

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