29/08
- Igreja Universal terá que devolver
mais de R$ 50 mil de dízimo à
fiel
A
Igreja Universal do Reino de Deus foi
condenada a devolver ao fiel Edson Luiz
de Melo todos os dízimos e doações
feitas por ele. De acordo com o processo
movido por sua mãe, Edson, que
é portador de enfermidade mental
permanente, passou a freqüentar
a igreja em 1996 e desde então
era induzido a participar de reuniões
sempre precedidas e/ou sucedidas de
contribuição financeira.
Segundo
o advogado que representou o fiel, Walter
Soares Oliveira, a quantia total a ser
restituída será apurada
com base nas provas, mas certamente
ultrapassará os R$ 50 mil. Além
de devolver as doações,
a Igreja Universal ainda terá
de indenizar o fiel em R$ 5 mil por
danos morais.
No
processo consta que "promessas
extraordinárias" eram feitas
na igreja, em troca de doações
financeiras e dízimo. Teria sido
vendida a Edson Luiz, por exemplo, a
"chave do céu". A vítima
também recebeu um "diploma
de dizimista" assinado por Jesus
Cristo. Com isso, as colaborações
doadas mensalmente chegaram a tomar
todo o salário do fiel, que trabalhava
como zelador.
Em
virtude do agravamento de sua doença,
Edson foi afastado do trabalho, quando
então passou a emitir cheques
pré-datados para fins de doação
à igreja. Ele ainda fez empréstimos
em um banco e vendeu um lote por um
valor irrisório, para conseguir
manter as doações à
instituição religiosa.
Processo
Em
1ª Instância o juiz havia
ponderado que a incapacidade permanente
do fiel só se deu a partir de
2001, quando houve sua interdição.
Dessa forma, ele entendeu que a igreja
não poderia restituir valores
de doação anteriores àquele
ano, motivo pelo qual estipulou em R$
5 mil o valor que deveria ser devolvido.
Já
em 2ª Instância, o desembargador
Fernando Botelho, relator do recurso,
considerou que o fiel não tinha
"condições de manifestar,
à época dos fatos, livremente
a sua vontade, já que dava sinais
(quando da emissão dos cheques
de doação à igreja)
de ter o discernimento reduzido”
sendo “os negócios jurídicos
ali realizados nulos", e por isso
determinou, juntamente com os outros
dois desembargadores, a devolução
do valor integral das doações.
A
decisão ainda cabe recurso judicial.
Fonte: Estaminas
29/08
- Senadores da Oposição
criticam aprovação de
'trem da alegria' do Judiciário
Senadores da oposição
criticaram nesta quinta-feira a aprovação
do que chamaram de "trem da alegria"
do Judiciário --uma série
de projetos votados durante a madrugada
desta quinta-feira que criam 1.138 cargos
comissionados (sem concurso) em tribunais.
No
momento da votação, apenas
12 dos 81 senadores estavam presentes
no plenário da Casa. Apesar das
críticas, a oposição
reconhece que não se mobilizou
para derrubar os projetos.
Poucos
parlamentares da oposição
acompanharam a votação
no plenário, mas entre eles estava
o líder do PSDB no Senado, Arthur
Virgílio (AM). O tucano defendeu
a criação dos cargos ao
afirmar que seria uma "injustiça"
limitar a atuação dos
tribunais porque há necessidade
de "reforços" no quadro
dos servidores.
Diante
do baixo quórum de senadores,
a votação foi apenas simbólica
(sem o registro nominal de cada senador).
"É
um trem da alegria de luxo, o governo
está criando cargos exageradamente.
Mas não há como não
responsabilizar a oposição,
não por aprovar, ela é
minoritária e não teria
número para rejeitar. Mas ela
poderia resistir mais para dificultar
a aprovação pelo governo",
disse o vice-líder do PSDB no
Senado, Álvaro Dias (PR).
O
senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) explicou
que, no início da sessão,
a oposição tentou paralisar
as votações em protesto
ao excesso de medidas provisórias
editadas pelo Poder Executivo. Como
o presidente do Senado, Garibaldi Alves
(PMDB-RN), se comprometeu em nos próximos
45 dias não ler as MPs que chegarem
à Casa para que a pauta de votações
fique destrancada, a oposição
decidiu votar as matérias em
pauta --especialmente porque havia projetos
com a liberação de empréstimos
para uma série de estados.
Ao
final da votação dos empréstimos,
Garibaldi colocou em pauta os projetos
com a criação dos cargos
nos tribunais.
"O
governo usa o seu poder nefasto para
fazer acordos. Se estamos aqui para
defender interesses dos Estados, não
podemos obstruir a sessão porque
deixaríamos de levar benefícios
para os diversos estados", justificou
Flexa Ribeiro.
O
senador disse ainda que, diante do "horário
avançado" das votações,
a oposição acabou desmobilizada.
"O governo usa desse artifício
de esforço concentrado para levar
a sessão até uma hora,
duas da manhã. Quando a oposição
é vencida, passa o rolo compressor
do governo." O senador Eduardo
Suplicy (PT-SP) admitiu que diante do
"cansaço", os parlamentares
acabam não refletindo profundamente
sobre as matérias em pauta. "Os
senadores começam a chegar no
limite do seu estado físico.
A sessão terminou no dia desta
quinta-feira. Sempre que há situações
como essa, acontece de não se
examinar as matérias com profundidade",
afirmou.
O
líder do PMDB no Senado, Valdir
Raupp (RO), criticou a criação
de cargos comissionados em ano eleitoral.
"Eu achava que nesse momento de
eleição não poderia
se aprovar nada envolvendo funcionalismo.
O Judiciário não disputa
eleição, mas em outras
áreas é até proibido.
No município, no momento de eleição
para aquela entidade da federação,
é proibido se criar cargos ou
dar aumento salarial", afirmou.
Fonte: FolhaNews
28/08
- Câmara vai votar projeto
que fixa salário de ministros
do STF em R$ 25.725
A Câmara deve colocar em votação
no plenário, nas próximas
semanas, o projeto que reajusta os salários
dos ministros do STF (Supremo Tribunal
Federal) dos atuais R$ 24.000 para R$
25.725. Como a remuneração
dos ministros define o teto do funcionalismo
público federal, se o aumento
for aprovado pelos parlamentares pode
trazer impactos aos cofres públicos
devido ao "efeito cascata"
- uma vez que os salários do
Judiciário, Executivo e Legislativo
têm a prerrogativa de seguir o
reajuste determinado ao teto do funcionalismo.
Parlamentares
do governo e da oposição
são favoráveis ao aumento,
mas negam que o objetivo do Congresso
seja discutir a isonomia (equiparação)
salarial nos Três Poderes. A Folha
Online apurou que, nos bastidores, alguns
parlamentares cogitam trazer a discussão
sobre a isonomia à tona após
a aprovação do reajuste
nos salários dos ministros do
Supremo. Desta forma, as remunerações
dos parlamentares e presidente da República
seriam no mesmo valor que as dos ministros
do Supremo.
"A
isonomia é constitucional. É
uma decisão tomada em 1988 que
aos poucos deve ser implementada",
disse o vice-líder do governo
na Câmara, deputado Ricardo Barro
(PP-PR). Segundo o líder, a base
aliada do governo é favorável
à concessão do reajuste
salarial para os ministros do STF.
"O
governo já mandou crédito
suplementar para que essa despesa seja
efetivada. O presidente [da Câmara]
Arlindo Chinaglia [PT-SP] vai criar
uma comissão para discutir o
tema. Não é só
repor o reajuste no Judiciário,
mas fazer essa vinculação
em todos os níveis", afirmou
o vice-líder.
A
oposição também
se mostrou favorável ao reajuste
com o argumento de que há uma
"defasagem" nos salários
recebidos pelos ministros do STF. "Não
somos contra a correção
para recuperar o poder de compra",
afirmou o deputado José Carlos
Aleluia (DEM-BA).
A
proposta de colocar o reajuste na pauta
da Câmara foi levantada pelo líder
do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo
Alves (RN), durante reunião dos
líderes partidários com
o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia
(PT-SP). Alves argumenta que o Congresso
tem quem se "debruçar"
sobre o reajuste dos ministros do STF
porque desde 2005 a proposta espera
pela análise do Legislativo.
Os
parlamentares reconhecem, porém,
que o tema poderá enfrentar desgastes
junto à opinião pública.
"Nenhum momento é bom para
se discutir matérias polêmicas.
Mas se esta Casa não discutir
problemas da sociedade, quem vai discutir?",
questionou o líder do PTB na
Câmara, deputado Jovair Arantes
(GO).
Acordo
Na reunião de líderes,
os parlamentares fecharam acordo para
colocar em votação na
próxima semana as duas medidas
provisórias que trancam a pauta
da Casa, além da proposta de
criação do Fundo Soberano.
Os dias 2, 3 e 4 de setembro serão
dedicados à aprovação
dessas matérias, além
de outras 11 propostas consensuais apresentadas
pelos líderes partidários.
Depois
das votações na semana
que vem, a Câmara entrará
em "recesso branco" até
as eleições outubro. A
oposição vai se mobilizar
para tentar impedir a aprovação
do Fundo Soberano. "Queremos amadurecer
melhor essa idéia", defendeu
o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).
Fonte: FolhaNews
28/08
- Dinheiro da
saúde pagou até carnaval
Marmitas, adega, frango abatido, televisão,
pousada, tai chi chuan, artigos para
cozinha, cartão de Natal, folder,
revelação de fotos, cachê
de banda, pensão alimentícia,
persianas, abadá, colchões,
portas, salário do secretário
de Saúde, energia do chafariz,
assinatura de revista, aluguel, bar,
exame particular, ioga, consultoria,
gasolina, celular, acupuntura, óculos,
material de limpeza, curso de relaxamento,
cortina, taxa de licenciamento, CD player,
carregador de celular, agenda, balsa,
balões coloridos e gás
natural veicular. E ainda salão
de beleza, material gráfico,
conta de água, tarifa de cheque
especial, ar-condicionado, videocassete,
refrigerante, enfeite natalino, lente
para farol de carro, colchões,
suco de fruta, ração,
notebook, funerária, hotel, conta
de luz, lava-a-jato, camisetas, passagem
aérea, jardinagem, pneus, fraldas,
verduras, fechadura, xerox, folha de
pagamento de servidores, locação
de carro, gratificação
para secretária, pão de
queijo, internet, ventilador, panela
de pressão, liquidificador, tratamento
de piscina, cesta de Natal, presentes,
chocolates e multas de carro.
Pelo
menos R$ 70,3 milhões destinados
a ações relacionadas à
área de saúde definidas
na lei e nos contratos com os municípios
se perderam em gastos como os citados
acima. Na quinta e última reportagem
da série Sangria na saúde,
o Estado de Minas mostra os desvios
na aplicação da verba
para a saúde dos brasileiros.
Nos 1.341 relatórios produzidos
nos últimos cinco anos pela Controladoria-Geral
da União (CGU), são citados
1.105 casos em que prefeitos lançaram
mão do recurso público
para pagar despesas inimagináveis.
Em alguns episódios, para cobrir
buracos no orçamento e pagar
ações diferentes das conveniadas.
Em outros, financiar momentos de lazer
e relaxamento. Ao identificar os pagamentos
indevidos, a CGU orienta os municípios
a devolver os valores irregulares, mas
não recebe a garantia de que
haverá pagamento ou mesmo reaplicação
devida do recurso.
Em
Cachoeirinha, Pernambuco, R$ 327,7 mil
do Programa de Atenção
Básica (PAB) foram usados para
pagar conta de luz, consultoria, internet
e aumentar a renda familiar: a administração
municipal alugou a casa do pai do prefeito
para instalar a sede da prefeitura.
Em
Bannach, no Pará, recursos do
programa serviram para dar mais conforto
a privilegiados, que ganharam videocassete,
ar-condicionado, antena parabólica
e televisão. A verba deveria
ser aplicada na melhoria da qualidade
de atendimento dos postos de saúde
para toda a população.
Pouco mais de R$ 600 foram usados para
animar a noite em São Félix,
na Bahia, onde o dinheiro do PAB foi
usado para pagar o cachê da banda
Solluz Samba.
A
situação no Norte e no
Nordeste se repete no Sudeste. Em Raposos,
na Grande BH, parte dos R$ 338, 8 mil
destinados ao PAB serviu para compras
para uma adega, no valor de R$ 6 mil.
O dinheiro também pagou conta
de celular, lanches, marmitas e consertos
de veículos. Em São Luiz
Gonzaga (RS), a verba da saúde
foi usada para comprar camisas do carnaval
de 2004.
Fonte: Estado de Minas
26/08
- Hospitais viram
sucata de R$ 55 milhões
Empacotados
em grossas camadas de plástico
e papelão, equipamentos médicos
comprados com recursos do Ministério
da Saúde (mamógrafos,
bercários, sondas, raio-X, camas,
monitores cardíacos, ecógrafos,
entre outros) mofam em hospitais, postos
de saúde e secretarias de todo
o Brasil. Na terceira reportagem sobre
a sangria com o dinheiro da saúde,
o Estado de Minas segue o rastro de
obras e instrumentos que não
trouxeram melhorias para a população,
porque não são usados,
desapareceram ou foram comprados em
volumes muito maiores do que o necessário.
A
análise dos 1.331 relatórios
de fiscalização produzidos
pela Controladoria-Geral da União
(CGU) mostra que pelo menos R$ 55,1
milhões se perderam nos últimos
cinco anos, a maioria na Região
Norte do país (35%). Em seguida
vêm Nordeste (31%) e Sudeste (23,4%).
Estão incluídos casos
de redes de esgoto concluídas,
mas inutilizadas, e compras de ambulâncias
sem instrumentos.
Quem
passa pela Rodovia RJ-127, no Bairro
Guarajuba, em Paracambi, a 76 quilômetros
do Rio, na divisa entre a Baixada e
o Sul fluminense, observa uma construção
pintada de branco, tomada pelo mato
e cercada apenas por arame farpado.
Uma antiga placa informa que ali, em
julho de 2004, foi iniciada a obra de
1,5 mil metros quadrados, anunciada
pelas últimas administrações
como o futuro Hospital da Mulher e da
Criança, o mais moderno da região.
O
Ministério da Saúde já
enterrou naquele terreno, desde então,
R$ 1,2 milhão. A Prefeitura de
Paracambi diz que espera os R$ 300 mil
restantes para concluir a parte física
da maternidade. “A gente espera
a liberação entre 30 e
40 dias”, informou o secretário
municipal de Saúde, Ricardo Xavier,
há quatro meses no cargo, para
quem as turbulências políticas
locais atrapalharam a continuidade da
obra.
No
mesmo ano em que a obra começou,
o prefeito Flávio Campos Ferreira
(PL) foi cassado, acusado de compra
de votos. Assumiu André Ceciliano
(PT), que, em dois mandatos, somou acusações.
Em 2006, foi investigado pelo Conselho
de Controle de Atividades Financeiras
(Coaf) por movimentação
atípica durante as negociações
para a compra de um dossiê por
petistas contra tucanos. Também
foi citado nas investigações
das CPIs do Banestado e dos Sanguessugas.
Sem poder partir para um terceiro mandato,
tenta agora tornar-se prefeito da vizinha
Japeri. A maternidade é uma das
principais promessas dos candidatos
na campanha deste ano.
Enquanto
isso, equipamentos caros, como 10 UTIs
neonatais, avaliadas em mais de R$ 1
milhão, além de berço
aquecido, incubadora, mesa de parto
e mesa cirúrgica, estão
encaixotados há mais de um ano
no almoxarifado da prefeitura. O pior
é que, mesmo que a maternidade
já estivesse pronta e os equipamentos
fossem instalados, não seria
possível atender por falta de
pessoal. Quatro anos depois do início
das obras, Prefeitura de Paracambi concluiu
agora que não tem como arcar
com a administração de
um hospital desse porte. Informa já
ter pesados encargos com o único
hospital do município, o Adalberto
das Graças, que faz 10 mil atendimentos
mensais, sendo 2,8 mil de pessoas vindas
dos municípios vizinhos de Japeri,
Itaguaí, Queimados e Seropédica.
“Estamos
aguardando o estudo de um projeto que
enviamos para que o governo do estado
assuma o funcionamento da maternidade,
inclusive com a mão-de-obra”,
explica o secretário Ricardo
Xavier. “É uma obra essencial,
mas não temos como assumir isso
hoje”, completa.
Para
isso, claro, a maternidade precisa ficar
pronta. Seu projeto foi orçado
em R$ 1,797 milhão, sendo R$
1,5 milhão do Ministério
da Saúde e R$ 297 mil de contrapartida
da prefeitura. Mas o custo deve ser
elevado pelo desgaste sofrido pela estrutura,
além do roubo de telhas, tapumes
e ferragens. Não há vigias
no local.
Sem
necessidade
A
Secretaria de Saúde informa que
a maternidade ficará pronta ainda
este ano. Pelo projeto original, a maternidade
teria 12 leitos (duas enfermarias com
seis leitos cada), um berçário
com 12 leitos, um centro cirúrgico
e vários consultórios.
Curiosamente, dos 5,3 mil partos média
de 15 por dia realizados por ano na
cidade, só 500 são de
moradores locais.” O município
não teria necessidade de uma
maternidade desse tamanho se não
estivesse arcando com partos de moradores
de outras cidades”, diz o secretário.
Paracambi
acaba de comemorar os 48 anos de sua
emancipação sócioadministrativa.
Tem 42 mil habitantes, 13 bairros, 21
postos de saúde (60% cobertos
pelo programa Saúde da Família),
um hospital municipal (com 30 médicos,
em turnos) e dois conveniados, a Casa
de Saúde Nossa Senhora Aparecida
e o Hospital Evangélico.
Dispõe
ainda de cinco unidades móveis.
Em visita aos hospitais, o que se vê
são filas pequenas e leitos vazios,
como no Adalberto das Graças,
onde foram inauguradas novas enfermarias.
Tudo muito simples, mas limpo. Existe
um raio X 24 horas e um eletro, mas,
como na maioria dos municípios
do interior, faltam equipamentos mais
complexos, como tomógrafos.
Fonte: Estaminas
25/08
- Cargos de confiança alimentam
nepotismo, diz juiz
A súmula 13, editada quinta-feira
pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
proibindo o nepotismo, poderá
não acabar com o empreguismo
na administração pública
se não houver uma "redução
drástica" do número
de cargos comissionados nas três
esferas de poder. A advertência
é do juiz Mozart Valadares, presidente
da Associação dos Magistrados
Brasileiros (AMB). "Efetivamente
só vamos combater o nepotismo
quando houver uma queda substancial
no quadro de cargos de confiança",
disse Valadares.
Para
ele, esse sistema de preenchimento de
vagas no serviço público,
que atropela o crivo do concurso de
provas e de títulos "é
um campo fértil para a troca
de favores, porque não define
o que é público do que
é privado". "O que
acontece à sombra desse modelo
é que se apropriam de um bem
público como se fosse uma propriedade
particular", denuncia o juiz.
A
decisão deve ser obedecida por
todos os políticos, autoridades
e magistrados que empregam parentes
de até 3º grau. O número
de funcionários comissionados
nas prefeituras dos 5.564 municípios
brasileiros aumentou de 380.629 para
422.831 de 2005 para 2006, de acordo
com o último levantamento do
Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
Mantida
a criação de 42 mil cargos
por ano, apenas nas prefeituras o total
de comissionados já passa de
meio milhão. Incluídos
os cargos de confiança das esferas
mais altas do Executivo, mais o Legislativo
e o Judiciário, o total supera
700 mil. Nos governos estaduais são
mais de 150 mil os servidores em comissão,
segundo o IBGE.
Fonte: Agência Estado
25/08
- Projetos ineficientes inviabilizam
recursos
Faltam
projetos ambientais de boa qualidade
técnica que tenham como objetivo
a recuperação dos recursos
hídricos em Minas Gerais. Uma
demonstração disso é
que, de 187 propostas apresentadas até
19 deste mês ao Fundo de Recuperação,
Proteção e Desenvolvimento
Sustentável (Fhidro), 33 foram
suspensas antes mesmo de serem avaliadas.
Do total, 56 – o equivalente a
36,3% – conseguiram aprovação.
Em vigor no estado desde 2006, apesar
de ter sido criado em 1999, o fundo
tem como objetivo dar suporte financeiro
a projetos e programas que promovam
a racionalização do uso
e a melhoria, nos aspectos quantitativo
e qualitativo, de fontes, mananciais
e cursos d’água, incluindo
projetos e programas ligados à
prevenção de inundações
e ao controle da erosão do solo.
Nos dois anos do Fhidro, foram postos
em disponibilidade pelo Tesouro Estadual
R$ 166 milhões, dos quais R$
15,06 milhões já estão
contratados. Há três projetos
aprovados, que totalizam R$ 27,19 milhões,
ainda em fase de repasse.
O
primeiro beneficiado foi Lagamar, município
no Noroeste de Minas, a 485 quilômetros
de Belo Horizonte. A proposta, feita
pela Organização não-governamental
(ONG) Associação do Município
de Lagamar para Proteção
à Natureza, era de recuperar
uma microbacia de 1,2 mil hectare s
do Rio Alto Paracatu. Ele é um
dos afluentes mais importantes do Rio
Paracatu e tem muitas nascentes. “A
idéia era pegar essa área
degradada e propor, além do cercamento
de nascentes e plantio de mudas, soluções
para melhorar a captação
de água de chuva para abastecer
o lençol freático e eliminar
erosões”, explica o presidente
da associação, Jorge Olívio
Rodrigues.
Ele
conheceu o Fhidro por meio do comitê
de bacia do Paracatu. “Daí,
elaboramos o projeto e o apresentamos.
Recebemos R$ 222 mil do Fhidro, por
meio do Banco de Desenvolvimento de
Minas Gerais (BDMG), e demos contrapartida
de R$ 22 mil. Conseguimos plantar 15
mil mudas nativas e frutíferas,
construir curvas de nível (que
contêm a erosão) e fazer
barraginhas (para captar água
da chuva). Levamos um ano e o trabalho
já está dando resultados
positivos”, comemora. Além
dos recursos financeiros do Fhidro,
Jorge contou com apoio técnico
e gratuito da Emater/MG e do Instituto
Estadual de Florestas (IEF), além
da Prefeitura de Lagamar, município
com 8 mil habitantes. O projeto rendeu
frutos ainda maiores: hoje é
feita coleta de lixo reciclável
na cidade, que tem usina de reciclagem
e envolveu fazendeiros e produtores
rurais. “Todas as ações
foram implantadas em propriedades rurais
e os donos se comprometeram a fazer
a manutenção”, acrescenta
Jorge Olívio.
O
fundo foi regulamentado pela Resolução
542 da ONG, de 2006 , da Secretaria
de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável (Semad) e ano a ano
recebe recursos: em 2006, foram R$ 32
milhões; em 2007, R$ 57 milhões
e, este ano, R$ 77 milhões. Podem
se beneficiar do dinheiro prefeituras
de Minas Gerais, o próprio sistema
estadual de meio ambiente, concessionárias
de saneamento, consórcios municipais
e ONGs que desenvolvam projetos ligados
à água. O recurso pode
ser reembolsável ou não-reembolsável
– no caso do primeiro, o tomador
do empréstimo entra com 20% dos
custos e é restituído
ao fim do projeto; no caso do segundo,
há uma contrapartida mínima
de 10% e o dinheiro emprestado deve
ser devolvido.
Orçamento
O
Fhidro é alimentado pelo orçamento
do estado; 10% de retornos relativos
ao valor principal e encargos de financiamentos
concedidos pelo Fundo de Saneamento
Ambiental das Bacias dos Ribeirões
Arrudas e Onça (Prosam); pela
transferência de fundos federais;
por operação de crédito
interna ou externa de que o estado seja
mutuário; por retornos de encargos
e valor principal de financiamentos
do próprio fundo; pela cota de
50% destinada ao estado a título
de compensação financeira
por áreas inundadas por reservatórios
para a geração de energia
elétrica, entre outras fontes.
Fonte: Estaminas
25/08
- Candidatos investem em campanha pela
internet
A
internet é a nova ferramenta
que publicitários das campanhas
das principais capitais do país
adotaram para aumentar a repercussão
da propaganda eleitoral. Os recursos
de interação e multimídia
na web tornaram-se uma boa alternativa
para uma maior divulgação
do candidato, sinal de que a rede assume
cada vez mais um papel importante na
corrida eleitoral. O material disponível
na internet é bastante amplo
e muitos políticos promovem chats,
participam de blogs, oferecem toques
de celular e até mesmo emoticons
(aquelas carinhas usadas nos textos)
para bate-papos virtuais – elementos
que aproximam o candidato do eleitorado
jovem.
Grande
parte dos candidatos às prefeituras
das grandes capitais do país
coloca na web os vídeos e programas
de rádio veiculados durante o
horário eleitoral gratuito. O
material fica disponível nos
sites dos candidatos logo depois de
sua divulgação na mídia
tradicional. O candidato à prefeitura
do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB)
chegou a promover um chat com os eleitores
assim que sua campanha foi exibida.
É mais uma forma de garantir
a divulgação do material
de campanha, como fez a candidata à
Prefeitura de Belo Horizonte Jô
Moraes (PCdoB). Também na disputa
pela capital mineira, o candidato Márcio
Lacerda (PSB) exibe vídeos com
políticos que apóiam sua
candidatura, como o atual prefeito,
Fernando Pimentel, e o governador do
estado, Aécio Neves.
Há
um consenso entre os publicitários,
no entanto, de que a legislação
brasileira limita e muito o uso da internet
em campanhas políticas. Paulo
de Tarso, publicitário responsável
pela corrida eleitoral de Jandira Feghali
(PCdoB) à Prefeitura do Rio de
Janeiro, qualifica a atual regulamentação
como intimidadora e restritiva. “A
internet sempre vai ser naturalmente
livre”, acredita o publicitário
Fábio Bernardi.
O
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não
adotou medidas específicas sobre
o uso da esfera digital na política.
Além das normas gerais que regulam
a propaganda eleitoral, definiu-se que
a resposta do TSE será dada caso
a caso. Foi assim com o pedido da coligação
São Paulo no rumo certo, de Gilberto
Kassab (DEM) contra o uso de vídeos
do YouTube ou links que remetiam ao
site a partir do endereço eletrônico
do candidato tucano Geraldo Alckmin.
O Tribunal Regional Eleitoral de São
Paulo permitiu a reprodução
de vídeos no site do ex-governador
paulista. Alckmin oferece ainda os vídeos
da propaganda obrigatória e notícias
de sua campanha política, todas
assinadas pela Agência Geraldo.
O
publicitário Fábio Bernardi,
que atua no marketing político
há mais de 10 anos, percebe uma
mudança do profissional responsável
pela campanha eleitoral. Se, no início,
o trabalho era centrado na divulgação
de notícias e proposta de governo,
aos poucos houve uma maior adesão
às ações publicitárias.
“Agora há uma simbiose
desses dois profissionais para encontrar
uma linguagem adequada”, comenta
Bernardi, coordenador de marketing da
campanha de José Fogaça
(PMDB) em Porto Alegre.
O
domingo foi de caminhadas para Márcio
Lacerda (PSB) e Jô Moraes (PCdoB),
em Belo Horizonte. Lacerda conversou
com moradores na orla da Pampulha, onde
foi acompanhado pelo prefeito, Fernando
Pimentel, e o governador em exercício,
Antonio Augusto Anastasia. Jô
Moraes fez corpo-a-corpo com eleitores
no Bairro São Pedro, Região
Nordeste da capital.
Fonte: Estaminas
22/08
- Brasil se torna o 2° maior mercado
da Volkswagen
O Brasil ultrapassou a Alemanha e se
tornou o segundo maior mercado da montadora
alemã, atrás apenas da
China. De acordo com a empresa, é
a primeira vez que o Brasil bate a Alemanha
em número de carros vendidos.
De janeiro a julho, foram comercializados
314,5 mil veículos no país
(melhor resultado da montadora no período),
um aumento de 20,4% em relação
aos sete primeiros meses do ano passado.
A
Volks, que não divulgou seus
números na Alemanha, vendeu 501,3
mil carros na China e 2,21 milhões
de veículos em todo o mundo de
janeiro a julho.
Fonte: Estaminas
21/08
- Faturamento dos supermercados mineiros
volta a crescer em julho
O
setor supermercadista mineiro voltou
a ter expansão no faturamento
de julho, na comparação
com junho, quando houve queda de 7,51%.
A expansão é de 4,78%,
já descontada a inflação
calculada pelo IPCA (Índice de
Preços ao Consumidor Amplo).
Os dados fazem parte do Termômetro
de Vendas da Associação
Mineira de Supermercados (AMIS), divulgado
nesta quarta.
Também
houve crescimento de 4,38% na comparação
de julho de 2008 com o mesmo mês
de 2007. No acumulado dos sete meses
de 2008, o setor registra crescimento
de 6,26%.
Entre
os produtos que tiveram aumento no consumo
estão a carne de frango e de
peixe. Entretanto, o aumento do faturamento
não é justificado pelo
aumento das compras, mas sim pela queda
significativa ocorrida em junho.
Outros
dois fatores justificam o bom resultado
de julho para os supermercadistas pesquisados
pela Amis. Um deles é o fato
de julho ter um dia a mais que junho,
além das promoções
realizadas para tentar recuper as vendas.
Em algumas regiões do Estado,
especialmente aquelas que recebem turistas,
como é o caso do Circuito do
Ouro (Ouro Preto, Tiradentes, entre
outras), as férias do mês
de julho também colaboraram com
o crescimento nas vendas.
Para
agosto, a expectativa é de estabilidade
em relação a julho, ou
ligeiro crescimento.
De
acordo com a Amis, apesar de vários
especialistas anunciarem uma queda gradual
nos preços dos alimentos, muitos
produtos não voltarão
ao patamar de preços de antes
da alta, como é o caso da carne
bovina. O aumento do produto também
foi reflexo de uma recuperação
do preço. Assim, o quilo de picanha
continua mais caro, até porque
o prazo para que ela chegue às
prateleiras é maior e dificulta
a recuperação do preço,
ao contrário do feijão,
que tem de três a quatro safras
por ano e já apresenta queda.
Fonte:
Estaminas
20/08
- Usiminas anuncia
investimentos de US$ 14 bi até
2012
O presidente da Usiminas, Marco Antônio
Castello Branco, esteve reunido nesta
terça-feira com a ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff, para
quem anunciou que a empresa vai investir
US$ 14 bilhões até 2012
para duplicar a produção
de aço no País. A metade
desse recurso é para a duplicação
e aumento da capacidade da usina do
Vale do Aço, em Ipatinga (MG).
Além disso, estão previstos
investimentos no Porto de Sepetiba;
a construção de uma nova
usina de placas de aço no município
de Santana do Paraíso (MG); e
investimentos na usina em Cubatão
(SP).
Serão
gerados, de acordo com a empresa, 16
mil empregos durante as obras. Além
disso, depois dos investimentos realizados,
as usinas deverão gerar mais
3,5 mil empregos.
Além
de expor os planos para a ministra,
o presidente da Usiminas pediu a duplicação
da BR 381, em Minas Gerais, no trecho
que liga Belo Horizonte a Governador
Valadares, que é a via de escoamento
da produção. A obra está
prevista no Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), mas ainda não
foi feita nem a licitação.
Segundo
o presidente da Usiminas, durante a
reunião, a ministra Dilma Rousseff
ligou para o Ministério dos Transportes
e pediu aceleração no
processo para a realização
da obra.
20/08
- Hora de recuperar o dinheiro perdido
na poupança
Apesar de prazos prescritos e outros
prestes a vencer, os mineiros que tinham
dinheiro na poupança na época
dos planos Bresser (1987), Verão
(1989) e Collor (1990) ainda têm
uma chance de pedir a correção
justa para suas aplicações.
Ações civis públicas
impetradas por instituições
de defesa do consumidor antes das datas
de prescrição dos prazos
começam a ser beneficiadas com
decisões favoráveis. Isso
significa que aqueles que deixaram passar
as datas ou não tiveram tempo
hábil para mover qualquer tipo
de recurso podem voltar a pensar em
entrar com suas ações
individuais para solicitar a revisão
das correções do valor
que tinham aplicado. Apesar dessa nova
possibilidade, no entanto, a orientação
é para que os extratos sejam
solicitados aos bancos o quanto antes
e as novas ações sejam
propostas o mais rapidamente possível.
Isso porque os recursos ainda são
possíveis e as instituições
financeiras se recusam a arcar com prejuízos
gerados pelas antigas mudanças
na política monetária
do país.
A
decisão mais recente, que garante
essa nova possibilidade de busca pelos
direitos da correção mais
justa do dinheiro aplicado na época
dos planos econômicos, foi a obtida
pela Associação Brasileira
de Consumidores (ABC). O juiz Alexandre
Quintino Santiago, da 16ª Vara
Cível de Belo Horizonte, determinou
que todos os mineiros com conta de poupança
no Banco do Brasil na época dessas
mudanças agora podem buscar seus
direitos. A decisão contempla
os três planos. Mas faz maior
diferença se for levado em consideração
o Plano Bresser, pois o prazo para entrar
com ações para pedir os
expurgos relacionados a ele venceram
no ano passado. “Muitas pessoas
não conseguiram ajuizar ações
por causa de desconhecimento ou da demora
para liberação dos extratos,
que pode durar até três
meses. Mas, agora, com a decisão
nem o mérito nem a prescrição
estão em discussão. Cada
interessado pode usar a ação
civil pública e a partir dela
entrar com a ação individual
para discutir apenas o seu cálculo,
que determina o valor a que tem direito”,
explica o presidente da ABC, advogado
Danilo Santana. “A ação
coletiva tem a vantagem de queimar etapas”,
reforça.
A
primeira decisão é válida
apenas para os clientes do Banco do
Brasil que tinham residência fixa
em Minas Gerais na época dos
planos. A ABC, porém, tem ações
em curso contra os outros bancos brasileiros
com oferta de serviços no estado,
como Caixa Econômica Federal,
Itaú, Unibanco e Bradesco. “Essas
outras ações devem ser
julgadas nos próximos meses e
tudo indica que as sentenças
serão parecidas”, diz Santana.
No caso da ação já
julgada, o Banco do Brasil, inclusive,
prefere não se manifestar em
assuntos que estão na esfera
judicial.
Sem
perder tempo
Mariana
Alves, advogada do Idec, orienta que
os que ainda acreditam que possam ser
beneficiados pelas novas possibilidades
não devem perder tempo. “Têm
de pedir os extratos aos bancos, buscar
um advogado e entrar na Justiça”,
explica. Só o Idec defende os
direitos de cerca de 4 mil associados,
na execução de ações
relacionadas aos planos Bresser, Verão
e Collor.
A
administradora de empresas Beatriz Borges
Botelho, de 46 anos, é exemplo
de consumidora que já se beneficiou
com ação individual cobrando
a correção justa para
sua aplicação na poupança
que tinha na época do Plano Bresser.
Ela recebeu R$ 7 mil e agora vai entrar
com ações para garantir
seus direitos à reposição
das perdas geradas pelos planos Verão
e Collor. Ela já tinha os extratos
da poupança guardados, o que
agilizou seu processo e a impediu de
perder o prazo de prescrição.
“Agora, sem prazo fica um pouco
mais fácil”, diz. O aeroviário
aposentado Renato Celso Martins Batista,
de 81 anos, também ficou animado
com a decisão. Ele entrou com
a ação individual há
cerca de um ano e não vê
a hora de ter o dinheiro depositado
em sua conta. Pelos seus cálculos,
tem direito a algo entre R$ 25 mil e
R$ 30 mil. “Seria mais justo que
esse valor fosse corrigido automaticamente,
porque é um dinheiro que já
deveria estar comigo e não com
o banco”, diz.
O
gerente-geral Jurídico da Federação
Brasileira de Bancos (Febraban), Antônio
Carlos Negrão, diz que as instituições
financeiras não consideram que
essas perdas geradas pelos planos antigos
sejam devidas. “Na época
aplicaram as normas da forma como foram
editadas pelo governo federal e pelo
Banco Central”, diz. Por isso,
ainda têm a esperança de
que o Supremo Tribunal Federal julgue
a questão de forma definitiva
para “acabar com esse prejuízo
que está sendo gerado aos bancos”.
“Não é correto que
um setor que apenas aplicou as leis
seja penalizado.”
Fonte:
Estaminas
19/08
- Lucro
da CSN tem alta de 4,8% e atinge R$
1,8 bilhão no semestre
Somente
entre abril e junho, lucro passou de
R$ 1 bilhão.
Segundo empresa, resultado reflete bom
momento da economia.
A
Companhia Siderúrgica Nacional
(CSN) divulgou lucro líquido
de R$ 1,798 bilhão no primeiro
semestre, com crescimento de 4,84% em
comparação com igual período
do ano passado, segundo resultados divulgados
nesta quinta-feira (14) depois do fechamento
do mercado financeiro.
No
segundo trimestre, o lucro líquido
cresceu 8,3%, para R$ 1,031 bilhão.
Entre abril e junho do ano passado,
o resultado da empresa havia sido positivo
em R$ 952 milhões.
Segundo
nota divulgada pela CSN, a companhia
contou teve efeitos positivos não
recorrentes no primeiro semestre de
2007: R$ 255 milhões pela participação
da companhia no leilão da siderúrgica
Corus e a reversão de uma provisão
de R$ 328 milhões de PIS/Cofins.
Sem
esses efeitos, o crescimento do lucro
do primeiro semestre de 2008 sobre 2007
seria de 59%, informa o comunicado da
companhia.
Tendências
Na
avaliação da empresa,
a economia brasileira apresentou resultado
favorável no segundo trimestre,
apesar da pressão inflacionária.
Entre os setores em expansão
que colaboram para um bom desempenho
da CSN está o automotivo, que
tem batido recordes de vendas no Brasil.
"Os
números apresentados no fechamento
do primeiro semestre de 2008 em relação
às vendas domésticas de
produtos siderúrgicos refletem
o bom momento da economia brasileira",
informa a empresa.
19/08
- Mercado
aponta dólar a R$ 1,639, queda
de 0,06% nos últimos negócios
O
dólar comercial foi cotado a
R$ 1,639 na venda, em leve baixa de
0,06%, nos últimos negócios
desta segunda-feira. Nas casas de câmbio
paulistas, o dólar turismo foi
negociado a R$ 1,750, estável
sobre a taxa anterior.
O
preço da moeda americana teve
um declínio bastante modesto,
após subir por quase nove dias
consecutivos. Logo pela manhã,
as taxas eram negociadas com um desconto
bem maior, quando as Bolsas de Valores
começaram a piorar, com uma nova
bateria de más notícias
do setor financeiro americano.
Profissionais
de mercado relataram que já se
tornou praticamente predominante no
mercado uma reversão das apostas
dos principais agentes financeiros,
que agora passam a contar com uma desvalorização
do real. A taxa de R$ 1,65 começa
a circular nas mesas de câmbio
como o próximo "alvo",
com projeções de R$ 1,70
para o final deste ano.
"O
mercado inteiro já trabalha com
o cenário de uma correção
do dólar", nota Marcos Trabold,
gerente de câmbio da corretora
B&T. Ele chama a atenção
para uma mudança de comportamento
dos principais participantes do mercado
de câmbio doméstico, como
agentes esperando o dólar subir
ainda mais para fechar contratos.
O
Ministério do Desenvolvimento
informou nesta segunda que a balança
comercial teve superávit de US$
1,666 bilhão, com média
diária US$ 333,2 milhões,
na terceira semana do mês. Trata-se
do melhor resultado deste ano. No acumulado
de 2008, o saldo comercial atinge US$
16,772 bilhões, com uma média
diária de US$ 106,8 milhões,
valor 33,6% menor que o registrado no
mesmo período de 2007.
Fonte:
Estaminas
18/08
- Festival de gastronomia movimenta
Tiradentes
Poucas
vezes se viu em Tiradentes um festival
de gastronomia tão vibrante quanto
o deste ano. A 11ª edição
está se revelando uma verdadeira
festa para os amantes da boa mesa, com
uma gama variada de eventos –
muitos deles gratuitos – sendo
realizados principalmente nos largos
das Forras e da Rodoviária. O
público movimenta a bela cidade
histórica mineira durante o dia
inteiro, lotando bares, restaurantes
e pontos turísticos, sem deixar
de conferir a programação
do festival, que começa pela
manhã, com cursos e degustações,
e termina no início da madrugada,
com os festins, jantares sofisticados
comandados por chefs de prestígio
internacional. Sem falar nos shows e
botequins oficiais, que garantem animação
madrugada afora.
Com
os festins já esgotados, a procura
por cursos ministrados pelos chefs convidados
especialmente para o festival é
constante. Afinal, quem não pode
ir aos jantares, que custam R$ 220 por
pessoa, ou não conseguiu comprar
ingressos a tempo (os da semana que
vem também já estão
esgotados), tem a chance de conferir
cara a cara o trabalho de grandes cozinheiros
internacionais por R$ 35. Esse é
o caso da cirurgiã-dentista Daniela
Regina de Azevedo, de 35 anos, e do
marido, o contador Guilherme Antonini,
de 37, que vieram de Belo Horizonte
na quinta-feira. Quando decidiram participar
do festim da chef Roberta Sudbrack,
já era tarde. Por isso, ainda
na sexta marcaram presença no
estande de venda de ingressos, no Largo
das Forras, para garantir lugar na aula
da chef, ontem à tarde.
“Há
cinco anos a gente vem sempre ao festival,
além de visitar a cidade fora
de temporada. Somos fregueses da mesma
pousada todo ano. A dona de lá
só nos liga para confirmar”,
conta ela. Por acaso, o marido participará
de um congresso em Gramado (RS) no fim
deste mês, coincidindo com o início
da última etapa do 1º Circuito
Brasileiro de Cultura e Gastronomia
por lá – Tiradentes, Paraty,
Arraial d’Ajuda e Trancoso são
as demais cidades que integram o circuito,
cada uma com seu próprio festival
de gastronomia. O casal, que volta hoje
para BH, já se prepara para curtir
a programação no Sul.
“Serão duas semanas de
comilança”, brinca Daniela.
O
feriado municipal que homenageia Nossa
Senhora da Boa Viagem, padroeira de
Belo Horizonte, na sexta-feira, contribuiu
para antecipar a chegada de turistas
a Tiradentes. Tanto que já na
tarde de sexta o Largo das Forras estava
lotado e o bar oficial não tinha
mesas vazias. O mesmo se verificou nos
bares e restaurantes próximos.
A funcionária pública
Izabela Andrade, de 29, e o pai, o médico
Oswaldo Martins, de 66, chegaram na
sexta com amigos e ainda conseguiram
aproveitar o fim de tarde no local.
“O ambiente aqui parece sempre
em festa”, diz ele. O clima de
descontração se prolongou
até pelo menos o meio da madrugada,
tanto no Largo das Forras, quanto no
da Rodoviária.
18/08
- Caixa Econômica
amplia financiamentos habitacionais
em 43% no ano
A Caixa Econômica Federal (CEF)
investiu até a última
quarta-feira R$ 12,191 bilhões
em financiamentos da casa própria
para 259.239 novos mutuários
do Sistema Financeiro Habitacional (SFH)
em todo o país, conforme revelou
o vice-presidente de Desenvolvimento
Urbano da Caixa, Jorge Hereda.
Segundo
ele, as operações de crédito
para a compra de imóveis residenciais
cresceram 43% neste ano, em relação
ao mesmo período de 2007. Isso
sinaliza, no seu entender, que a meta
da Caixa, de financiar R$ 20,4 bilhões
em novas moradias neste ano, “será
facilmente superada”, considerando-se
que o volume de operações
tem sido tradicionalmente superior no
segundo semestre.
Dos
financiamentos contratados até
agora R$ 6,777 bilhões foram
com recursos do Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS), utilizados
na compra de 157.863 moradias. O segundo
maior fornecedor de recursos para a
aquisição da casa própria,
de acordo com dados da Caixa, foi o
Sistema Brasileiro de Poupança
e Empréstimo (SBPE), que entrou
com R$ 5,018 bilhões na compra
de 90.736 novas unidades habitacionais.
A
Caixa também concedeu R$ 240,3
milhões de recursos próprios
no financiamento de 4.434 imóveis
através do consórcio imobiliário.
Agente financeiro que implementa as
políticas públicas de
governo, a Caixa intermediou mais R$
154,4 milhões de programas sociais
para famílias de baixa renda,
com juros subsidiados e facilidades
de pagamento em condições
mais vantajosas que nos financiamentos
com dinheiro do FGTS ou da poupança.
Foram
R$ 60 milhões do Fundo de Desenvolvimento
Social (FDS), do Ministério das
Cidades, na compra de 3.402 casas; R$
92 milhões do Fundo de Arrendamento
Residencial (FAR) no financiamento de
2.768 moradias; e R$ 2,4 milhões
do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)
na aquisição de 36 unidades
habitacionais.
Fonte:
Estaminas
14/08
- Ouro Preto
limita tráfego de ônibus
no centro histórico
Mudança
radical no trânsito do Centro
Histórico de Ouro Preto, a 95
quilômetros de Belo Horizonte.
Desde terça-feira, está
proibida a circulação
de ônibus na Praça Tiradentes
e adjacências, sendo permitido
apenas microônibus ou vans para
o transporte de passageiros. As empresas
que não cumprirem a determinação
da prefeitura estão sujeitas
a multa de R$ 272 a cada infração
e podem ter o contrato rescindido. Segundo
o coordenador da Secretaria de Governo,
advogado Marco Antônio Nicolato,
até a tarde dessa quarta-feira
foram registradas pelos fiscais do departamento
de trânsito (Ourotran) mais de
20 ocorrências referentes a descumprimento
do decreto municipal.
Em
11 de junho, a Justiça deu prazo
de 60 dias para que o município
fizesse as alterações
no Centro Histórico, sob pena
de multa diária de R$ 5 mil.
Uma semana antes, o promotor da comarca,
Ronaldo Crawford, havia entrado com
pedido de cumprimento de sentença,
pois, em 2001, houve a determinação
judicial proibindo o trânsito
pesado na área central. “Como
a prefeitura não conseguiu o
efeito suspensivo da decisão
no Tribunal de Justiça de Minas
Gerais (TJMG), está fazendo o
que deve para se livrar da multa. Vamos
aguardar a condução do
processo e esperamos que o recurso seja
julgado improcedente, para garantir
a preservação permanente
do patrimônio de Ouro Preto e
a segurança dos moradores”,
afirmou Crawford.
Pelo
decreto, só podem circular no
Centro Histórico os seguintes
tipos de veículos de transporte
coletivo: microônibus com capacidade
máxima de 40 passageiros, peso
bruto total de 8 toneladas, 8,26 metros
de comprimento, 2,35 metros de largura
e 2,85 metros de altura ou vans com
capacidade máxima de 16 passageiros.
Nicolato explicou que a orientação
é priorizar o transporte via
microônibus, uma vez que vans
provocariam uma série de problemas
na área central, inclusive superlotação,
por causa da sua menor capacidade.
A
solução mais indicada
para a questão do transporte
coletivo na cidade, disse o advogado,
está na licitação
do transporte público. Ele disse
que a prefeitura entrou com o recurso
no TJMG, por entender que o prazo de
60 dias não era razoável
para implantar um novo sistema de transporte.
Conforme nota oficial divulgada na tarde
de ontem pela prefeitura, “há
anos a administração pública
vem tentando fazer a concorrência,
embora todas as tentativas tenham sido
suspensas por determinação
judicial”. No município,
das sete empresas de transporte –
que trabalham com contratos precários
de permissão – duas têm
linhas passando no Centro Histórico.
O Estado de Minas tentou contato com
um representante dos grupos, mas não
obteve sucesso. Além da multa,
a empresa que não cumprir o decreto
pode ter a permissão precária
rescindida.
Caminhões
Desde
o início de junho, a Prefeitura
de Ouro Preto cumpre as determinações
do termo de ajustamento de conduta firmado
em abril entre o Ministério Público
Estadual, via Coordenadoria das Promotorias
de Defesa do Patrimônio Cultural
e Turístico de Minas Gerais,
e o Executivo. Na época, transporte
coletivo ficou de fora, já que
a municipalidade pretendia resolver
a questão mediante processo de
licitação. Pelo TAC, ficou
proibida a circulação
de veículos de passageiros, de
carga ou de uso misto que extrapolem
8 metros de comprimento; 3,5metros de
altura, 2,6 metros de largura e peso
bruto total superior a 7 toneladas –um
exemplo são os caminhões
de gás. Outro trecho do acordo
determinou o horário para serviços
de carga e descarga na região.
A decisão de proibir o trânsito
está em sintonia com a série
de medidas sugeridas, há cinco
anos, pela Unesco.
Fonte:
EStaminas
14/08
- Maior consumo
de álcool derruba preços
da gasolina
O crescimento de 52,9% do consumo de
álcool no primeiro semestre deste
ano foi decisivo para que o preço
médio da gasolina vendida nos
postos caísse 5,7% no período,
na comparação com igual
período em 2007. A conclusão
é do superintendente de abastecimento
da ANP (Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis),
Édson Silva, que avaliou ainda
que a tendência para o restante
do ano é que essa condição
seja sustentada, à medida que
o consumo de álcool continua
subindo.
Os
dados fazem parte do balanço
do mercado de combustíveis no
primeiro semestre, feito nesta quarta-feira
pela agência. Ao todo, o mercado
registrou crescimento de 9,7% em relação
ao período de janeiro a junho
de 2007, totalizando 51 bilhões
de litros. O diesel continua liderando
a matriz veicular, com 51,2% de participação.
O
consumo do chamado álcool puro
(álcool hidratado) chegou a 6
bilhões de litros. O volume está
abaixo do consumo da gasolina vendida
nos postos, que tem 25% de álcool
anidro em sua composição
e que totalizou 12 bilhões de
litros. Se o álcool anidro for
somado ao hidratado, o consumo de álcool
iguala-se ao da gasolina (ambos em 9
bilhões de litros).
O
álcool hidratado teve aumento
de 52,9% no consumo, e a gasolina esteve
em caminho inverso, com queda de 1,6%,
na comparação com os seis
primeiros meses do ano passado. O maior
crescimento no consumo de álcool
é explicado pelo menor preço
em relação à gasolina
e pela vendas em ascensão dos
carros flex fuel. Além disso,
o litro do álcool teve redução
média de 12,1% no preço
do litro, cotado em R$ 1,50 médios,
nos postos.
Silva
ressaltou que o principal efeito disso
ocorreu no preço da gasolina,
que caiu para o consumidor, com média
de R$ 2,54 nos postos, ante R$ 2,69
no primeiro semestre de 2007.
"O
preços está tendo impacto
direto no consumo. O maior consumo de
álcool está segurando
o preço da gasolina, e creio
que essa situação poderá
se sustentar", afirmou Silva, que
prevê que a Petrobras terá
que exportar maiores volumes de gasolina,
que continua perdendo espaço
no mercado. Ele admitiu ainda que os
25% de álcool anidro teve pequeno
efeito na queda do preço da gasolina.
Por
outro lado, o GNV (gás natural
veicular), que vinha apresentando ao
longo dos últimos anos trajetória
ascendente no consumo, registrou queda
de 1,3% nas vendas. Silva atribuiu,
entre outros motivos, à elevação
de 9,5% no preço médio
do metro cúbico do combustível.
De janeiro de 2007 a junho deste ano,
o GNV acumula alta de 23%.
O
consumo de óleo diesel teve expansão
de 9,8%, de janeiro a junho. No mesmo
período, o litro desse combustível
caiu, em média, 1% nas bombas
dos postos, com preço médio
de R$ 1,96. Édson Silva disse
que esse crescimento ocorreu em função
da expansão da economia, e do
maior acionamento de usinas termelétricas
que operam com o combustível,
no período.
Fonte:
Estaminas
13/08
- Plenário aprova
regras para administradoras de cartão
de crédito
O
Plenário da Assembléia
Legislativa de Minas Gerais aprovou,
na noite desta terça-feira (12/8/08),
oito proposições. Entre
elas, em 2º turno, o Projeto de
Lei (PL) 1.233/07, do deputado Jayro
Lessa (DEM), que obriga as administradoras
de cartões de crédito
a incluírem informações,
de forma destacada, nas correspondências
promocionais e de cobrança enviadas
a seus clientes e em suas páginas
na internet. As informações
são as seguintes: razão
social da empresa administradora do
cartão, endereço completo
da sede ou filial em Minas, número
do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
(CNPJ) e o telefone de atendimento ao
consumidor.
A
proposição foi aprovada
pelo Plenário sem novas alterações,
ou seja, na forma do vencido no 1º
turno. Ela segue agora para a Comissão
de Redação para receber
parecer de redação final
- a ser também votado pelo Plenário.
Somente depois disso será enviada
à sanção do governador.
O PL 1.233/07 determina ainda que o
descumprimento de suas disposições
poderá acarretar penalidades
previstas no Código de Defesa
do Consumidor.
Fonte:
almg
13/08
- Crise de alimentos
agravará pobreza de 26 milhões
na América Latina
Mais de 26 milhões de pessoas
podem cair na extrema pobreza na América
Latina caso não sejam tomadas
medidas para atenuar os altos preços
dos alimentos. O alerta foi feito hoje
pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
A extrema pobreza é definida
como a sobrevivência com menos
de US$ 1 por dia.
Segundo
um estudo da entidade, que analisou
o impacto da crise em 19 países,
as famílias de baixa renda podem
chegar à extrema pobreza caso
os altos preços de produtos agrícolas
como o trigo, o arroz e a soja permaneçam
altos, e os países não
consigam aumentar sua produção.
O BID também advertiu os países
da América Latina e do Caribe
que devem fortalecer seus programas
sociais para aliviar o impacto destes
altos preços entre os 71 milhões
de pobres que há na região.
Caso
não façam isto a situação
pode piorar em países como o
Chile, onde a pobreza poderia aumentar
do 12,3% do total da população
para 17,2%, ou o México, onde
poderia aumentar de 20,6% para 27,5%.
Segundo
o BID, as famílias pobres gastam
a maior parte de sua renda em alimentos
e não têm recursos suficientes
para enfrentarem o custo crescente dos
artigos de primeira necessidade.
Por
isto adverte que se outras opções
não estiverem disponíveis
o aumento dos preços pode obrigar
as famílias a reduzirem a ingestão
de alimentos.
"Os
avanços recentes em nutrição
e educação podem se tornar
um perigo se os preços dos alimentos
permanecerem altos", declarou Suzanne
Duryea, diretora do estudo.
O
preço mundial dos alimentos na
região aumentou em média
68% entre janeiro de 2006 e março
deste ano. O aumento foi especialmente
agudo em alguns produtos básicos
como o milho e o trigo, cujos preços
duplicaram, informa o BID.
Para
enfrentar a crise, os governos estão
tomando medidas que incluem o controle
de preços, subsídios,
restrições às exportações
e distribuição de alimentos.
Entretanto,
segundo Duryea, essas políticas
foram pouco efetivas em outras oportunidades,
pois beneficiam as famílias que
não necessitam delas e limitam
os incentivos para aumentar o fornecimento
de alimentos.
A
melhor política, segundo o BID,
seria aumentar a transferência
de dinheiro aos pobres para permitir
que as famílias ajustem sua dieta
aos preços relativos e não
limitar a renda daqueles que fornecem
alimentos aos mais necessitados.
Além
disso, "a longo prazo estas transferências
oferecem os incentivos corretos aos
produtores de alimentos para aumentarem
sua produção", declarou.
Segundo
os cálculos da instituição,
para cumprir este objetivo, o país
que maior esforço teria que fazer
seria Haiti, que necessitaria transferir
para os pobres 12% de seu PIB (Produto
Interno Bruto) para que possam manter
os mesmos níveis de consumo anteriores
à crise. O Peru necessitaria
transferir 4,4% de seu PIB e a Nicarágua
3,7%. O restante dos países teria
que destinar um valor próximo
de 2% do PIB.
Fonte:
Estaminas
12/08
- Petrobras tem lucro
recorde de R$ 8,8 bi no 2º trimestre
A Petrobras apresentou lucro líquido
de R$ 8,783 bilhões no segundo
trimestre de 2008, o maior da história
da empresa. A cifra representa uma alta
de 29% em relação ao mesmo
período de 2007 e ultrapassa
o resultado de R$ 8,141 bilhões
obtido no quarto trimestre de 2005,
recorde da companhia até então.
No primeiro semestre deste ano, a estatal
obteve lucro líquido de R$ 15,708
bilhões, 44% superior ao apurado
no mesmo intervalo de 2007.
A
geração de caixa medida
pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos,
depreciação e amortizações,
na sigla em inglês) da Petrobras
no segundo trimestre de 2008 atingiu
R$ 18,131 bilhões o equivalente
a uma alta de 27% ante igual período
de 2007. A margem Ebitda, uma medida
de rentabilidade, se manteve estável
na mesma base de comparação.
No semestre, o Ebitda somou R$ 32,0
bilhões, um aumento de 26%.
Já
a receita líquida da Petrobras
atingiu R$ 54,569 bilhões no
trimestre, com um avanço de 30,56%
ante o mesmo trimestre de 2007. Nos
seis primeiros meses do ano, a estatal
obteve receita de R$ 101,461 bilhões,
um incremento de 25,74%.
Fonte:
Estaminas
11/08
- Lafaiete sobe no ranking das cidades
de Minas
Lafaiete
subiu no ranking das melhores cidades
de Minas e da região. Pesquisa da Firjan
(Federação das Indústrias do Estado
Rio de Janeiro), mostra que o município
teve uma grande evolução nos índices
de desenvolvimento municipal, que leva
em conta 3 variáveis como emprego/renda,
educação e saúde. Em 2000, a cidade
ocupava o 73º lugar em Minas e em
2005 apareceu em 34º, um avanço
de 17%, um dos maiores da região.
O maior avanço foi registrado em Congonhas
com uma evolução de 25% que saltou do
167º para 29ª cidade em Minas e a frente
de Lafaiete.
Já
Ouro Branco caiu posições, mas é a mais
evoluída da região. Em 2000, a cidade
estava em 3º lugar e em 2005 foi para
o 18º, registrando uma queda de 3,4%.
Cidades
No Alto Paraopeba foi registrado um
avanço considerável pela pesquisa
da Firjan. Catas Altas da Noruega
e Itaverava subiram no ranking. Já Lamim,
Capela Nova, Rio Espera e Queluzito
caíram na pesquisa. Desterro de Entre
Rios caiu da posição de 52 para 635,
uma queda de mais de 18%, a maior entre
as cidades da região.
Pesquisa
Os novos prefeitos eleitos vão começar
o seu mandato, em 2009, tendo às mãos
indicadores de qualidade de vida da
população dos municípios que assumem.
Ainda como candidatos, todos já podem
contar com uma ferramenta de gestão
pública que lhes permite planejar com
mais eficácia a administração municipal.
É um trabalho de fôlego, desenvolvido
pelo corpo técnico do Sistema Firjan
(Federação das Indústrias do Rio de
Janeiro), com consulta a especialistas
externos.
Foram
mapeados indicadores para todos os 5.564
municípios brasileiros, que retratam
as três principais áreas desenvolvimento
humano: emprego e renda, educação e
saúde.
As fontes de dados do IFDM são oficiais
e sua metodologia permite a comparação
quantitativa serial e temporal dos municípios
analisados, possibilitando inclusive
a agregação por estados.O IFDM varia
numa escala de 0 (pior) a 1 (melhor)
para classificar o desenvolvimento humano
do país, dos estados e dos municípios.
Os critérios de análise estabelecem
quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4),
regular (0,4001 a 0,6), moderado (de
0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento
municipal.
Minas Gerais
A maioria dos 853 municípios mineiros
teve melhoria real das condições de
vida, ou seja, 86,2% deles estão em
situação melhor que a encontrada em
2000. Mas 117 tiveram queda no índice
entre 2000 e 2005, e a maioria deles
ficou na classificação regular.
Fonte:
Fato Real - Jornal Correio da Cidade
11/08
- Minas convoca população
para eliminar a rubéola
Eliminar a rubéola nas Américas
até 2010 é a meta da Organização
Pan-Americana da Saúde (Opas)
que os responsáveis pela saúde
em Minas Gerais tentam acompanhar. Ontem,
foi iniciada a vacinação
no estado. Até o dia 12 de setembro,
todos os mineiros de 12 e 39 anos precisam
tomar a vacina nos postos de saúde
e pontos autorizados. Belo Horizonte
teve um surto de rubéola em 2006,
quando 256 casos foram confirmados.
No ano passado, foram 12 ocorrências,
duas do tipo síndrome da rubéola
congênita, quando o bebê
nasce com má formação.
O perigo maior da rubéola é
que muitas vezes não aparecem
sintomas nos pais, mas a doença
é repassada à criança,
podendo causar surdez, cegueira ou problemas
cardíacos. Até às
17h, foram vacinados em BH 53 mil pessoas
e em todo o estado, 1,5 milhão
de pessoas, com cobertura de 16,11%
da população-alvo.
A
novidade nesta etapa de vacinação
é a extensão da imunização
aos homens. “Eles são os
grandes transmissores e levam à
mulher a ter o vírus e passá-lo
ao filho”, explica o secretário
municipal de Saúde, Helvécio
Magalhães. O gesseiro Nilson
Resende de Oliveira, de 30 anos, se
assustou com as informações
sobre a doença e foi ontem à
Subsecretaria de Vigilância em
Saúde para se vacinar. “Não
lembro se já tomei esta vacina
e nem sabia que deveria tomar, mas sou
cuidadoso com essas coisas e ainda não
tenho filho, mas posso ter um.”
A
representante da Opas, Ana Morice explica
que Minas e outros quatro estados precisarão
imunizar a população a
partir de 12 anos, mas no restante a
idade é 20 a 39 anos. “É
porque há necessidade de elevar
a proteção em determinadas
faixas etárias, dependendo dos
casos confirmados em cada região”.
Mesmo quem já tomou a vacina
nos anos anteriores deve repetir a dose
para considerar-se protegido. Segundo
Ana, depois de iniciadas as campanhas
de vacinação em adultos,
na década de 1990, o número
de crianças nas Américas
com a síndrome de rubéola
caiu de 20 mil por ano (média
de 1998) para menos de 100/ano hoje.
Campanha
da poliomielite
Ontem
também foi realizada a segunda
etapa de vacinação em
massa contra a poliomielite, popularmente
conhecida como paralisia infantil. Ela
é destinada a crianças
com menos de 5 anos. Apesar de o estado
ter média alta de adesão
à vacina, 94,9% na última
campanha, Belo Horizonte tem problemas
para convencer os pais a vacinar as
crianças. Na primeira etapa,
em junho, só apareceram 84% das
crianças que deveriam ser imunizadas.
Na etapa anterior, foram 70%. A baixa
procura levou as secretarias municipais
e estadual a criar atrativos. Balinhas,
apresentação de malabaristas,
brincadeiras e fotos com a conhecida
figura do Zé Gotinha estão
entre as estratégias. Foram vacinados
em BH, até as 17h, 24 mil crianças
e, em Minas, o número chegou
a 576 mil, com cobertura de 38%.
Neste
ano, locais pouco convencionais foram
transformados em pontos de vacinação,
como estações do metrô,
rodoviária e parque municipal.
Só em Belo Horizonte, a campanha
deve atingir 166 mil crianças.
“A capital é nossa grande
preocupação, mas não
descuidamos do interior. Os municípios
são convocados a ajudarem e montar
estruturas alegres”, explica a
coordenadora de imunização
estadual, Tânia Arruda Brant.
O
Brasil é considerado país
livre da poliomielite desde 1994, mas
deve continuar a vacinação.
Vanessa dos Santos Matheus sabe disto
e levou o filho Bernardo Augusto, de
4 anos, para vacinar ontem. “Ele
toma todas as que uma criança
com esta idade deve tomar. Não
dá para entender uma mãe
que não leva o filho para vacinar.”
Outra mãe, Maria Flávia
Bracarense concorda. “É
para garantir a saúde dos filhos
e a gente tem obrigação
de trazer porque eles não conseguem
vir sozinhos e nem sabem ainda o quanto
essa gotinha é importante”,
disse acompanhada pelos gêmeos
Igor e Wladmir, de 3 anos.
Fonte:
Estaminas
11/08
- Produtos
nobres para aços do Alto Paraopeba
O governador Aécio Neves (PSDB)
não faz, em número de
vezes, a mesma ponte-aérea transcontinental
que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT), na busca de recursos
externos. Mas mantém boa dianteira
em relação a todos os
colegas governadores. As missões
do governador, claro, além do
aspecto administrativo (técnico),
têm a visibilidade pessoal (política)
para 2010.
Mesmo que os adversários não
admitam, é verdade que o governador
tem participação pessoal
em alguns dos bons “protocolos
de intenções” e
investimentos que de fato chegam. A
conta líquida, porém,
fica bem abaixo do somatório
dos valores lidos nas cerimônias
no Palácio Liberdade. Em 15 de
março de 2007, ao anunciar a
criação do Grupo Estratégico
de Fomento (GEF), que seria coordenado
pelo atual presidente do Conselho da
Usiminas, Wilson Nélio Brumer
- que deixava, no dia seguinte, a Secretária
de Estado de Desenvolvimento Econômico
-, Aécio Neves cobriu Minas com
muitos bilhões: “(...)
Ele criou uma sinergia absolutamente
fundamental para que Minas possa estar
comemorando hoje a atração
de investimentos que ultrapassam R$
100 bilhões (...)”.
Minas ficou bem na fita do “Show
dos bilhões”, apresentado
na edição especial de
“Veja”, mês passado.
Das idas e vindas do governador, o Estado
selou mais um pólo de siderurgia,
no entorno de Congonhas, no Alto Paraopeba,
onde é forte na extração
de minério de ferro. “Mas
há um esforço para ir
além”, confidenciou um
técnico graduado da área
de estratégia de projetos do
Governo de Minas. E deixou escapar mais:
“Há um forte esforço
por um condomínio (regional)
de autopeças”.
Entre as novas siderúrgicas para
o anel de Congonhas, a Companhia Siderúrgica
Nacional (CSN) chega com uma usina para
3 milhões t/ano, que poderá
ser tocada pela controlada Nacional
Siderurgia S/A (99,99% da CSN). Na vizinha
Jeceaba, a franco-alemã Vallourec
& Mannesmann e a japonesa Sumitomo
Metals terão a Vallourec &
Sumitomo Tubos do Brasil (VSB), para
1 milhão t/ano de tubos sem costura.
Na outra divisa de Congonhas, em Ouro
Branco, a Gerdau Açominas acaba
de anunciar investimentos para chegar
nas 5 milhões t/ano de placas
e perfis (e também não
planos). A Gerdau, porém, tem
pressa para chegar logo nas 8 milhões
t/ano - o site daquela planta foi dimensionado
(em 1976) para 10 milhões t/ano.
“É a pressão, do
mercado, por produtos”, comentou
a mesma fonte do Governo.
Além
de autopeças
De posse de uma lista de potenciais
investidores, o Governo de Minas já
desenha o anúncio da segunda
fase de sua campanha desenvolvimentista,
o ½Avança Minas”.
O Alto Paraopeba dentro, como opção
para um novo corredor metalúrgico
de acabados como autopeças e
material ferroviário. A inclusão
das autopeças, porém,
exigiria um carro-chefe: a atração
de uma montadora automotiva. É
uma operação que conflita
com a possibilidade de nova rodada de
entendimentos com a Mercedes Benz, de
Juiz de Fora, cuja planta, inaugurada
em 1998, é ainda elefante branco
em termos de retorno, se comparado com
o complexo da Fiat Automóveis.
Ferrovias
O potencial do Alto Paraopeba, para
ser um site econômico mais nobre,
é sustentado por uma logística
diferenciada: cortado pela BR-040 (ligação
Belo Horizonte-Rio) e próximo
à ligação com a
BR-116 (para São Paulo e Vitória)
e três ferrovias (EFVM e FCA,
da Cia. Vale do Rio Doce; e, MRS, da
Vale e CSN), ligando os portos de Vitória,
Rio, sul-fluminenses e de Santos.
Gás
Outro diferencial é o gasoduto
que abastece as Zonas da Mata e Central
de Minas com o gás natural extraído
na Bacia de Santos. Em São Brás
do Suaçui, por sinal, está
a estação de bombeamento
e a bifurcação da rede
que segue rota para o Vale do Aço.
Aeroporto
A região de Congonhas fica, porém,
devendo uma conexão aérea.
A solução seria a ampliação
do Aeroporto das Bandeirinhas, de Conselheiro
Lafaiete, de apenas 900 metros de pista.
Máquinas
Na década de 1970, o município
teve uma unidade da francesa Poclain
(Poclain do Brasil), de máquinas
rodoviárias de terraplenagem
e pavimentação. No segmento
de material de carga, a cidade teve
uma divisão de vagões
de cargas da antiga Santa Matilde (que
fabricava automóvel esportivo,
em Três Rios (RJ), o Puma ST).
otimismo
Na pasta do governador, uma agenda técnica
bem-sucedida no exterior funciona como
grua para a sua pauta política
no país. Quem está próximo
do entra-e-sai de alfândegas de
Aécio Neves acredita que a bagagem
de retorno da próxima viagem
poderá exibir até a etiqueta
de uma nova fábrica automotiva.
½Não necessariamente para
o pólo de Congonhas. Mas, por
que não, lá”, disse.
Negativa
O Governo de Minas, através da
Secretaria de Desenvolvimento Econômico,
até sexta-feira, negava qualquer
ação para avançar
com o pólo minero-siderúrgico
no Alto Paraopeba, ou seja, além
da extração de minério
e laminados de aço.
Codepa
Os municípios de Congonhas, Ouro
Branco, Entre Rios, Jeceaba, Belo Vale
e Conselheiro Lafaiete são ligados
pelo Consórcio Alto Paraopeba
(Codepa), onde avaliam políticas
regionais. O atual presidente do Codepa
é o prefeito de Congonhas, Anderson
Cabido. O secretário de Planejamento
de Conselheiro Lafaiete, Eucarístico
Ozório, disse que a questão
do pólo ½não chegou
a deslanchar (no Codepa), porque o Governo
de Minas é mais influente (decisivo)
e discute, às vezes, diretamente
com os interessados (empresários)”.
Fonte:
Hoje em Dia - Nairo Alméri
08/08
- Projeto
quer trazer crianças de volta
para famílias em Minas
Crianças e adolescentes de 45
abrigos de Belo Horizonte, Contagem,
Santa Luzia, Nova Lima, Sabará,
Ribeirão das Neves (região
metropolitana da capital), de Montes
Claros (Norte de Minas) e de Teófilo
Otoni (Vale do Mucuri) terão
a oportunidade de retornar ao convívio
familiar. Isso graças ao projeto
“De Volta Para a Casa”,
lançado, nesta quinta-feira (7),
pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria
de Estado de Desenvolvimento Social
(Sedese).
A
prioridade do “De Volta para Casa”
é trabalhar junto às famílias
de crianças abrigadas e desenvolver
ações para que elas retornem
ao lar e tenham condições
de viver em um ambiente saudável
e familiar. As ações em
abrigos e casas lares serão realizadas
por equipes formadas por psicólogos,
assistentes sociais e técnicos
locais. O projeto vai monitorar, de
forma individual, cada situação
e o processo judicial, quando for o
caso. A equipe irá realizar visitas
domiciliares, estudos de casos e outras
ações em conjunto com
as equipes dos abrigos. Em todos os
casos, o acompanhamento psicológico
estará presente.
O
projeto, que tem a parceira da Petrobras
e da Associação Casa Novella,
terá duração de
um ano e atenderá 340 famílias,
beneficiando cerca de 400 crianças.
O investimento inicial é de R$
250 mil. O secretário-adjunto
de Estado de Desenvolvimento Social,
Juliano Fisicaro, revelou durante entrevista
coletiva, que o projeto deve ser ampliado
em 2009, quando a Sedese terá
os dados da pesquisa de abrigos realizada
pela Fundação João
Pinheiro (FJP), e que vai mostrar a
situação de todos os abrigos
de Minas Gerais. A pesquisa já
está em andamento e o trabalho
de campo deve começar na próxima
semana.
“Por
se tratar de um projeto piloto, vamos
verificar as ações que
de fato terão sucesso e as possíveis
correções. Com base nisso,
o “De Volta Para Casa” deve
ser ampliado em 2009, a partir do momento
em que já estaremos com a proposta
orçamentária e o diagnóstico
dos abrigos. Assim, vamos poder planejar
melhor nossas ações para
a ampliação do programa,
já que saberemos o número
real de abrigos e a situação
das crianças abrigadas”,
disse.
Casa
Novella
A
Associação Casa Novella
ficará responsável pela
execução do projeto. Sediada
em Belo Horizonte, a instituição
desenvolve ações destacadas
no acompanhamento de famílias
de risco, tendo alcançado resultados
significativos de reinserção
familiar – 86% de suas crianças
abrigadas voltam para casa.
O
coordenador da Casa Novella, Edson Bahia
Cabral, explicou que o trabalho de reinserção
familiar não termina quando a
criança volta para a casa. Após
o retorno, o acompanhamento familiar
continua por, no mínimo, seis
meses. “A proposta é criar
um relacionamento entre a família
e os profissionais, a fim de verificar
as dificuldades que essas famílias
apresentam, para que, a partir daí,
possamos buscar respostas para o problema
e o fortalecimento da rede familiar”.
A
RMBH foi escolhida como área
de atuação por ser a região
com maior concentração
de abrigos e casas lares. As outras
duas áreas, Montes Claros (Norte
de Minas) e Teófilo Otoni (Vale
do Mucuri), por estarem em regiões
de concentração de pobreza.
O
monitoramento e a avaliação
do projeto serão realizados pela
Casa Novella, pela Sedese e por instituições
parceiras – o Conselho Estadual
dos Direitos da Criança e do
Adolescente (Cedca), coordenadores do
GT Nacional de Pró-Convivência
Familiar e Comunitária. O projeto
“De Volta Para Casa” tem
o apoio da Associação
dos Magistrados Mineiros (Amagis).
08/0/
- Estudo prevê crise de
fornecimento de petróleo em até
10 anos
O mundo sofrerá uma forte crise
de fornecimento de petróleo em
um prazo de cinco a dez anos, a menos
que ocorra uma queda drástica
da demanda global.
Essa
é a conclusão de um novo
relatório do Royal Institute
of International Affairs, de Londres,
também conhecido como "Chatham
House", que prevê que, como
conseqüência, o preço
do petróleo poderia superar os
US$ 200 por barril.
Segundo
seu autor, Paul Stevens, os investimentos
em novas provisões foram até
agora, e seguirão sendo, insuficientes.
Isso
se deve, em parte, ao incentivo ao pagamento
de dividendos a seus acionistas por
parte das multinacionais, em detrimento
dos investimentos que seriam necessários.
Outro
fator é a volta a um "nacionalismo
de recursos", com o agravante de
que alguns governos estejam privando
suas petrolíferas dos fundos
que necessitariam investir.
Para
prevenir uma perigosa crise, o relatório
recomenda ajudar os produtores a tramitar
melhor os recursos, utilizar melhor
os fundos soberanos e integrar os países
da Opep no mecanismo de emergência
da Agência Internacional da Energia
(AIE).
A
capacidade excedente dos países
produtores poderia ser incluída
nos estoques da AIE, e em troca lhes
seria garantido que teriam sempre preferência
em caso de terem que recorrer às
reservas por uma hipotética crise.
O
resto das reservas controladas pelos
membros da AIE só seria empregado
uma vez esgotadas as da Opep.
Outro
fator que contribui para o encarecimento
do petróleo, segundo o relatório,
é a resistência dos governos
da Organização para a
Cooperação e o Desenvolvimento
Econômico (OCDE) em intervir nos
mercados energéticos.
O
mercado por si só não
é capaz de fornecer incentivos
suficientes para a conservação
energética, nem para a substituição
das energias tradicionais por outras
novas.
Essa
atitude de laissez-faire não
reduziu a demanda, nem contribuiu para
elevar a oferta, critica o relatório,
segundo o qual é possível
que os governos modifiquem sua postura
devido ao drástico aumento dos
preços.
Fonte:
Estaminas
07/08
- Vale lucra
R$ 4,573 bilhões no segundo trimestre
A mineradora Vale do Rio Doce anunciou
nesta quarta-feira que obteve lucro
de R$ 4,573 bilhões no segundo
trimestre, com baixa de 21,7% sobre
o mesmo período do ano passado
e alta de 57,8% sobre o primeiro trimestre.
A
receita operacional bruta da mineradora
atingiu R$ 18,884 bilhões, alta
de 3,8% sobre o mesmo período
do ano passado, enquanto o Ebitda (lucro
antes juros, impostos, depreciação
e amortização) avançou
2,1%, a R$ 6,638 bilhões
Fonte;
Estaminas
07/08
- Câmara aprova
MP que reduz imposto para segurar o
preço do pão
A Câmara dos Deputados aprovou
nesta quarta-feira a MP (medida provisória)
que reduz os custos sobre a produção
de trigo e pão. A principal mudança
é a isenção de
PIS e Cofins para trigo in natura, farinha
de trigo e pão francês.
Hoje, esses impostos possuem uma alíquota
de 9,25%.
O
deputado Arnaldo Faria de Sá
(PTB-SP), relator da matéria,
fez uma alteração no texto
e mudou o prazo final da isenção
de 31 dezembro de 2008 para 30 de junho
de 2009.
A
redução dos impostos havia
sido anunciada pelo Ministério
da Fazenda em maio deste ano.
A
MP também reduz o custo do transporte
do trigo que vem sendo importado dos
Estados Unidos e do Canadá para
compensar a falta de importações
da Argentina. Para isso, o custo do
frete cairá 25% com a isenção
da taxa destinada ao Fundo de Renovação
da Marinha Mercante.
As
duas desonerações vão
representar um custo de R$ 600 milhões
para os cofres públicos somente
no ano de 2008.
Em
troca, os produtores de trigo se comprometeram
a repassar a queda no custo de produção
para o consumidor ou evitar que o produto
continue subindo.
A
estimativa do setor que é o preço
da farinha tenha redução
de 10% em função das medidas
do governo. A farinha representa 70%
do preço do pão francês.
Fonte:
Estaminas
06/08
- Justiça nega habeas corpus
contra Lei Seca em MG
A
3ª Câmara Criminal do Tribunal
de Justiça de Minas Gerais (TJMG),
em julgamento nesta terça-feira,
negou o habeas corpus preventivo a um
estagiário de direito que requereu
a concessão do salvo-conduto
para conduzir seu veículo sem
ser obrigado a assoprar bafômetros
e para não sofrer as punições
administrativas previstas na Lei nº
11.705/2008, conhecida como Lei Seca.
Ele já teve o pedido liminar
indeferido no último dia 22 de
julho. Esse foi o primeiro julgamento
de mérito de um processo relacionado
à nova legislação
vigente.
O
estagiário alegou que a nova
lei definiu limites "nada razoáveis
para o uso de bebidas alcoólicas",
resultando, ainda, em inconstitucionalidade,
na medida em que fere o direito de ir
e vir do cidadão. O autor afirmou
que a lei gerou implicações
negativas na sociedade, desviando as
prioridades da polícia, já
sobrecarregada, e contribuindo para
a destruição de um significativo
setor da economia.
Para
o relator do processo, desembargador
Antônio Armando dos Anjos, os
argumentos apresentados pelo estagiário
não justificam a concessão
do habeas corpus preventivo, "já
que não restou comprovado a ocorrência
de qualquer perigo eminente que impeça
sua liberdade". Em seu voto, o
desembargador afirmou que para a concessão
do salvo-conduto impeditivo de eventual
prisão ilegal é necessário
que exista receio sério e fundado
de que a pessoa venha a sofrer constrangimento
ilegal no seu direito de locomoção.
"O simples receio de o paciente
vir a ser preso não se mostra
suficiente para a concessão do
salvo-conduto", concluiu.
Antônio
Armando dos Anjos afirmou que o estagiário
se limitou a fazer "abstratas conjecturas"
sobre a nova lei, não havendo
qualquer referência ou princípio
de prova no sentido de que o secretário
de Defesa Social do
Estado de Minas Gerais, o comandante
da Polícia Militar e o delegado-geral
da Polícia Civil teriam cometido
ilegalidade ou abusividade contra o
direito de ir e vir do autor.
O
magistrado entendeu também que
o pedido do estagiário traduz-se
em "verdadeira pretensão
de conseguir do Poder Judiciário
um salvo-conduto
genérico para livremente dirigir
veículo automotor, sob influência
ou não de bebida alcoólica,
escapando, injustificadamente, do regular
poder de fiscalização
que a lei em discussão confere
às autoridades de trânsito".
Para o relator, o direito constitucional
de ir e vir do cidadão em nenhum
momento foi ameaçado, já
que as sanções previstas
para o condutor que se recusar a assoprar
o bafômetro são de natureza
administrativa.
O
desembargador afirmou, em seu voto,
que o direito coletivo prevalece sobre
o individual: "O Judiciário
não pode, de maneira injustificada,
impedir regular exercício de
fiscalização das autoridades
de trânsito das medidas criadas
na Lei nº 11.705/2008". Antônio
Armando lembrou que a negativa do cidadão
de se submeter a qualquer dos procedimentos
previstos na nova lei não retira
o direito do autuado de se defender
nas esferas
administrativas. "Quem não
quiser ser punido que não beba
antes de dirigir, pois, como já
se salientou, o direito coletivo prevalece
sobre o individual, notadamente quando
se trata da segurança pública",
justificou.
Fonte:
Estaminas
06/08
- 600 mil pessoas saem da pobreza em
Belo Horizonte
O número de pobres cai mais na
Grande Belo Horizonte do que no resto
do país. A alta de renda e o
emprego com carteira assinada ajudam
a engrossar a classe média, que
já representa mais da metade
da população brasileira.
Segundo estudo divulgado ontem pelo
Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), a capital mineira reduziu
a pobreza em 39,6% entre 2002 e 2008.
É o maior índice entre
as seis regiões metropolitanas
pesquisadas e está mais de 10
pontos percentuais acima da segunda
colocada, São Paulo, onde a baixa
renda recuou 28,1% no mesmo período.
Com isso, a classe média belo-horizontina
não fica para trás ejá
é a segunda maior do país,
encostando na de São Paulo.
Em
seis anos, 600 mil pessoas terão
deixado a pobreza na Grande BH, caindo
de 1,7 milhão para 1,1 milhão.
No total, serão 3 milhões
de brasileiros que vão melhorar
de vida nas regiões pesquisadas.
No país, o contingente de pobres
vai encolher quase um terço (26,7%),
caindo de 32,9% em 2002 para 24,1% em
2008, conforme a previsão do
instituto para o fechamento do ano,
feita com base na projeção
sobre os dados do primeiro trimestre.
A maior queda na pobreza, entre 2002
e 2008, segundo projeções
do Ipea, foi observada na região
metropolitana de Belo Horizonte, onde
o número de pessoas pobres cairá,
de acordo com as estimativas, de 38,3%
da população em 2002 para
23,1% da população em
2008.
Na
opinião de Márcio Rodarte,
coordenador da Pesquisa de Emprego e
Desemprego do Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(PED/Dieese), o mercado de trabalho
aquecido pode explicar o índice
positivo alcançado em Minas Gerais.
“Belo Horizonte tem a melhor taxa
de emprego entre as metrópoles
pesquisadas”, comenta Rodarte,
lembrando ainda que o índice
de desemprego na Grande BH atingiu seu
menor índice desde 1995. “As
políticas sociais e o mercado
de trabalho melhoram os indicadores
dessa nova classe média”,
completa.
Apesar
de ter apresentado de longe a maior
redução na pobreza no
país, BH não aparece nem
entre as três primeiras capitais
com a menor proporção
de pobres no conjunto da população.
Em primeiro lugar está Porto
Alegre, com índice de pobreza
de 20%, seguida de São Paulo,
com 20,7% e Rio de Janeiro, com 22%,
sendo que as duas últimas são
as mais populosas regiões metropolitanas
brasileiras, nesta ordem. Ao enxugar
a pobreza em quase 40%, BH na verdade
consegue chegar mais perto do patamar
das suas irmãs do Sudeste, atingindo
23,1% em 2008. O resultado é
muito melhor em relação
a 2002, quando o índice de pobreza
registrado em BH (38,3%) estava mais
próximo ao de capitais nordestinas,
como Salvador (49,9%) e Recife (52,3%).
“O
Brasil tem registrado uma queda importante
na pobreza, tanto do número de
pobres quanto no percentual. O fenômeno
é notado no restante do país
e não apenas nas regiões
metropolitanas”, observa Fábio
Vaz, assessor-técnico do Ipea.
Ele atribui os bons resultados à
contribuição dada por
programas de distribuição
de renda como o Bolsa Família
e à conjuntura favorável
do mercado de trabalho, que levou ao
aumento real do salário mínimo
e recordes seguidos da contratação
com carteira assinada, que ultrapassa
a marca de 1 milhão de trabalhadores
desde 2004. A única exceção
deu-se em 2003, quando todas as capitais
registraram piora nos índices
de pobreza em função do
recuo da economia devido ao pânico
gerado no primeiro ano do governo Luiz
Inácio Lula da Silva.
Em
2003, até o número de
ricos apresentou uma baixa de 1% da
população brasileira para
0,8%, pelo mesmo motivo. Mas a previsão
do Ipea para este ano é recuperar
o mesmo patamar do início de
2002. Em termos quantitativos, haverá
um aumento de 127 mil ricos no Brasil
entre 2002 e a estimativa do instituto
para o fim deste ano. Serão mantidas,
portanto, as 476 mil pessoas ao todo
que moram em famílias de alta
renda no país, com rendimento
superior a 40 salários mínimos
(cerca de R$ 16,6 mil). Com isso, o
índice de riqueza volta a ficar
estável em 1%. Para o Ipea, são
consideradas pobres as famílias
com renda de até meio salário
mínimo per capita (R$ 207,50).
Fonte:
Estaminas
05/08
- Ano
de 2008 já acabou para o Senado
Brasília – O Senado parece
pouco disposto a melhorar sua imagem.
Caminha agora para um recesso branco
logo depois de ficar duas semanas parado
com as férias regimentais de
julho. Dessa vez, a idéia, anunciada
ontem pelo presidente da Casa, Garibaldi
Alves Filho (PMDB-RN), é folgar
na terceira semana de agosto e nas duas
últimas de setembro para fazer
campanha nas eleições
municipais, sendo que apenas três
dos 81 senadores são candidatos:
Patrícia Saboya (PDT-CE), Almeida
Lima (PMDB-SE) e Marcelo Crivella (PRB-RJ).
Se
a proposta for aceita, o Senado praticamente
decretará o fim do ano legislativo.
Isso porque, com a pauta trancada por
medidas provisórias polêmicas,
nada deve ser votado na Casa até
o primeiro período de recesso.
Muito menos nas duas primeiras semanas
do mês que vem, quando as campanhas
municipais entram na reta final. Já
em outubro, o Senado e a Câmara
dos Deputados vão expor as feridas
deixadas pelas coligações
e alianças formadas para a disputa,
principalmente na base aliada do governo
federal. A não ser que o Palácio
do Planalto decida tratorar as duas
casas, dificilmente algum projeto importante
será votado no Congresso, que
terá tempo apenas para aprovar
o Orçamento de 2009 e, logo em
seguida, entrar em recesso novamente.
Como
não haverá votação
nos períodos de recesso eleitoral
propostos por Garibaldi, ninguém
terá o salário descontado.
Se todos os parlamentares tivessem a
bondade de doar o dinheiro que receberão
durante as três semanas de folga,
seria possível comprar, por exemplo,
4.238 cestas básicas em Brasília
ou construir mais de 25 casas populares.
No total, serão R$ 1.003.108,86
pagos a todos os senadores pelas três
semanas de recesso informal.
Garibaldi
tentou justificar e defender a medida.
“Quando se diz folga, dá
a impressão que os senadores
vão para a praia. Não
é folga. É um dever cívico
de participar de uma eleição
municipal, que é importante para
o país”, disse. Sem esconder
o constrangimento, ele chegou a rir
ao explicar a proposta.
O
presidente do Senado pretende ratificar
a decisão na reunião de
hoje com os líderes partidários.
A postura de anunciar sua posição,
aliás, pode colocá-lo
numa saia-justa: se as lideranças
não concordarem, Garibaldi sairá
enfraquecido, afinal, sugeriu folga,
e não quiseram. Agora, se os
senadores aceitarem o recesso branco,
o presidente da Casa terá que
assumir o desgaste pela autoria da proposta.
Tarefa
O
recesso informal nos próximos
meses não seria polêmico
se o Senado tivesse cumprido sua tarefa
nos últimos meses. Mas o histórico
da Casa não tem sido dos melhores,
seja dentro ou fora do plenário.
Há três semanas, a Mesa
Diretora recuou da decisão de
aumentar a verba de gabinete de cada
senador depois de ter aprovado um ato
que criava um cargo de assessor de confiança
para cada gabinete com salário
de R$ 9,9 mil.
Quando
o assunto é votação,
o cenário é pessimista.
O Senado voltou do recesso de julho
com a pauta trancada por três
medidas provisórias. Não
há qualquer expectativa de que
propostas polêmicas sejam apreciadas
neste semestre. Repousam no plenário,
por exemplo, as emendas constitucionais
que tratam da redução
da maioridade penal e do fim do voto
secreto no Congresso para cassação
de mandato.
De
acordo com o líder do DEM, José
Agripino (RN), dificilmente haverá
espaço para votar esses temas
agora. “O clima inexiste. A coisa
é incrível. Os trabalhos
já começam com a pauta
trancada”, disse. O senador avisa
ainda que o governo terá dificuldades
em aprovar no Congresso a MP que deu
o status de ministério à
Secretaria Especial de Aqüicultura
e Pesca e criou 295 cargos comissionados
em várias pastas.
A
sugestão dada por Garibaldi de
três semanas de folga aos colegas
não deve receber apoio unânime.
Ontem, o senador Álvaro Dias
(PSDB-PR), segundo vice-presidente,
criticou a proposta. “Acho que
o Senado deveria trabalhar normalmente,
não alterar a rotina. Campanha
se faz no fim de semana”, disse.
Fonte:
Estaminas
05/08
- Segunda etapa do movimento contra
a corrupção chega a Minas
O
movimento contra a corrupção
chegou a Minas Gerais e promete ganhar
força dentro das escolas. É
a segunda etapa da campanha "o
que você tem a ver com a corrupção?",
lançada nesta segunda-feira pelo
Ministério Público Estadual.
Fonte:
Globo
04/08
- CSN seria uma das interessadas na
AK Steel
A
siderúrgica americana AK Steel
Holding Corp pretende vender seus ativos
e já negociou com diversos interessados,
de acordo com o site do Financial Times
nesta quinta-feira, acrescentando que
a Companhia Siderúrgica Nacional
(CSN) é um dos grupos interessados.
O
site afirmou que a ThyssenKrupp AG,
o Evraz Group SA, a brasileira Companhia
Siderúrgica Nacional e a Severstal
haviam mostrado interesse pela AK Steel.
A siderúrgica busca acordo de
venda com pagamento em dinheiro, informou
o site de fusões e aquisições,
citando fontes não identificadas.
Nenhuma
das companhias pôde ser consultada
imediatamente sobre a notícia,
exceto pela Severstal e a CSN, que não
quiseram comentar o assunto.
04/08
- Crescimento é maior no interior
de Minas
Fora das principais capitais, é
no interior de Minas Gerais que a economia
mais se desenvolve no país, comparada
ao ritmo de expansão de Belo
Horizonte, entre 13 estados com crescimento
acelerado em relação ao
das capitais. Indicadores de emprego
e renda, saúde e educação
analisados em 5.564 municípios
brasileiros pela Federação
das Indústrias do Rio de Janeiro
(Firjan) mostram que em 2005 –
período de dados mais recentes
para toda a base da pesquisa –
houve avanço de 21,3% dos índices
usados para medir o desenvolvimento
municipal no interior de Minas, frente
ao retrato observado em 2000. No mesmo
intervalo de tempo, a taxa foi de 10,6%
na capital mineira. O levantamento resultou
na criação do Índice
Firjan de Desenvolvimento Municipal
(IFDM), que a instituição
lançou para acompanhar o potencial
de evolução de condições
básicas do crescimento.
A
diferença a favor do interior
mineiro, relativamente a BH, foi a maior
constatada no país, refletindo
a própria expansão da
indústria fora da Região
Metropolitana de BH, na avaliação
de Luciana de Sá, diretora de
Desenvolvimento Econômico do Sistema
Firjan. “Esse é um processo
muito positivo e os números refletem,
ainda, o esforço dos municípíos
para melhorar a educação
e a saúde”, afirma. O índice
criado pela instituição
varia de zero a um. Quanto mais próximo
de um, mais alto é o nível
de desenvolvimento municipal. Na média
do Brasil, o IFDM de 2005 alcançou
0,7129 pontos e a nota máxima
chegou a 0,9368 para a cidade paulista
de Indaiatuba.
A
pesquisa não captou a evolução
recorde do emprego formal em Minas,
verificada pelo Ministério do
Trabalho este ano e nem a expansão
recente da produção industrial
mineira, acima da média nacional.
Segundo Luciana de Sá, os próximos
índices da Firjan já devem
indicar o crescimento do estado dos
últimos três anos. Robson
Braga de Andrade, presidente da Federação
das Indústrias de Minas (Fiemg),
diz que o interior mineiro se aproveita
da expansão do setor em praticamente
todo o estado. “Há mais
investimentos fora da capital e tanto
a região metropolitana quanto
a área central do estado se beneficiam
da vocação para a mineração
e a siderurgia”, afirma.
Essa
concentração de minas
e da fabricação de produtos
siderúrgicos ajuda a entender
o destaque dos municípios de
Nova Lima e Itabira no índice
criado pela Firjan. Em Nova Lima, a
Vale vai produzir 50 milhões
de toneladas de minério de ferro
este ano, maior naco do volume produzido
pela empresa no estado. São cinco
minas no município, duas centrais
de beneficiamento de minério,
além de um laboratório
de pesquisas e um programa de expansão
orçado em US$ 970 milhões.
“A empresa continua pesquisando
num município historicamente
minerador, ligado ao ciclo do ouro e
posteriormente ao do ferro”, diz
Marcelo Fenelon, diretor de Ferrosos
Sul da Vale.
Com
o crescimento da mineradora, a assistente
administrativa Fabiana Alves Campos
Gonçalves, de 29 anos, conquistou,
este ano, vaga no quadro direto de empregados
da Vale. Ela já havia trabalhado
durante um ano numa empresa terceirizada
da companhia, experiência que
a fez decidir tentar carreira no setor.
“O meu crescimento profissional
foi muito grande. Agora quero fazer
o curso de engenharia”, afirma.
Vivendo há 18 anos na cidade,
Fabiana se formou no curso superior
de turismo em 2003.
Fonte:
Estaminas